- A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, está na Austrália para tentar concluir um acordo de livre comércio há muito aguardado; as relações já são fortes, com a UE sendo o terceiro maior parceiro comercial da Austrália.
- O objetivo é garantir a transição verde e a segurança energética, já que a Austrália é grande produtora de terras raras e a UE busca reduzir barreiras a matérias-primas críticas como lítio e cobalto, sem depender da China.
- A principal trava é a agricultura: Bruxelas exige quotas rígidas para carnes australianas e proteção a nomes de origem europeus.
- A UE já fechou acordos com Mercosul, Índia, México, Suíça e Indonésia para aumentar a confiabilidade de parcerias; no entanto, os Estados Unidos, maior parceiro comercial, não está alinhado no momento.
- Avanços em um acordo limitado com os EUA enfrentam obstáculos como tarifas de 15% sob o governo de Donald Trump e instabilidade judicial, o que dificultaria progressos.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, está na Austrália para tentar concluir um acordo de livre comércio há muito aguardado. A viagem busca ampliar as relações comerciais frente a tarifas dos EUA e tensões com a China, em meio a um cenário de parcerias mais estáveis.
A relação econômica já é robusta: a UE é o terceiro maior parceiro comercial da Austrália, exportando quase €28 bilhões a mais do que importa. O total evidencia a força do comércio de bens entre as duas regiões.
Para a UE, a Austrália figura como 20ª parceira, mas o acordo não envolve apenas expansão de maquinaria. O objetivo é facilitar a transição verde e a segurança energética, com foco em matérias-primas críticas.
Ações de Brussels defendem a remoção de barreiras para materiais como lítio e cobáto, evitando dependência de a China. Entre as prioridades está a facilitação de acesso a recursos raros usados na indústria tecnológica.
O grande obstáculo vem da área agrícola: a UE quer limitar fortemente as importações de carne australiana, impondo quotas rigorosas e proteção a denominações de origem europeias. Isso gera resistência australiana.
Além disso, a União Europeia tem fechado acordos com Mercosul, Índia, México, Suíça e Indonésia, buscando ser um parceiro estável e confiável, como ressalta a postura comunitária de diversificar parcerias.
Contexto com os EUA
O maior parceiro comercial ausente é os Estados Unidos. Enquanto o governo americano impõe tarifas e enfrenta questões legais, o avanço de um acordo UE-EUA permanece incerto, com atividades lentas no Legislativo.
A atuação de von der Leyen reflete a estratégia da UE de ampliar espaços de cooperação regional, especialmente em um momento de tensões comerciais globais e mudanças na política comercial norte-americana.
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