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Partido da primeira-ministra dinamarquesa sofre pior eleição em um século

Social Democratas enfrentam o pior resultado em um século, com custo de vida e imigração influenciando o pleito e futuras negociações de coalizão

Premiê da Dinamarca Mette Frederiksen em Copenhague
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  • As projeções apontam Social Democratas de Mette Frederiksen com cerca de 38 assentos no Folketing, frente a 50 há quatro anos.
  • A crise do custo de vida e a imigração dominam as preocupações dos eleitores, prejudicando o apoio ao governo.
  • O bloco de esquerda deve ficar em torno de 84 assentos; o bloco de direita, 77, segundo a contagem de votos com 100% apurados.
  • O Partido do Povo Dinamarquês, anti-imigração, disparou para 9,1% dos votos, aumentando a pressão sobre Frederiksen.
  • O futuro governo pode depender dos Moderados, com negociações de coalizão possivelmente se estendendo por semanas.

Os Social-Democratas da primeira-ministra Mette Frederiksen enfrentam o pior resultado eleitoral em um século, segundo projeções anunciadas na noite de terça-feira (24). O pleito acontece na Dinamarca, onde a crise do custo de vida e a posição sobre imigração dominaram a agenda, ofuscando até a defesa da Groenlândia.

As primeiras estimativas indicam 38 cadeiras para o partido no Folketing, frente a 50 há quatro anos. O bloco de esquerda, ao qual Frederiksen pertence, ficaria com 84 assentos, e a oposição de direita com 77, com a coalizão a ser definida em negociações que podem se estender por semanas.

A eleição também evidenciou avanços para o Partido do Povo Dinamarquês, anti-imigração, que atingiu 9,1% dos votos com mais de 90% apurados. O grupo defende redução da migração líquida de muçulmanos e a isenção de impostos sobre o combustível.

O Moderados, liderado por Lars Lokke Rasmussen, pode ter papel decisivo na formação do governo, já que não fica claro se Frederiksen obtém apoio suficiente para uma nova coalizão. Rasmussen citou a possibilidade de mudanças para facilitar acordos.

Frederiksen tentou ampliar a base de apoio com a proposta de um imposto sobre riqueza de 0,5%, para financiar educação e reforçar a rede de bem-estar. A líder também manteve uma linha firme na política de migração, com medidas de integração e expulsões.

Na Groenlândia, a eleição é acompanhada com atenção, pois o território busca vantagens estratégicas diante de mudanças no Ártico. Observadores veem o pleito como indicador de como os dinamarqueses avaliam a condução da relação com Washington e a defesa nacional.

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