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Presidente de Cuba afirma que dará a vida pela revolução

Diaz-Canel afirma estar disposto a dar a vida pela revolução e se prepara para o pior cenário, em meio à crise energética e à pressão dos EUA

“Cada cubano sabe qual papel e qual missão deve desempenhar na defesa”, diz o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel
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  • O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, disse estar disposto a “dar a vida pela revolução” se não houver espaço para diálogo, durante entrevista publicada por Pablo Iglesias.
  • Ele afirmou que está se preparando para o “pior dos cenários” e que prefere o diálogo, buscando atingir um ponto de neutralidade.
  • Díaz-Canel divulgou que há um “plano para aumentar a prontidão de toda a população para a defesa”, com participação popular, caso o diálogo não avance.
  • O governo cubano não mencionou o nome de Donald Trump, mas afirmou que Cuba está aberta a negócios e rejeita condições dos EUA que envolvam mudanças políticas internas ou libertação de presos.
  • A fala ocorre em meio a uma crise energética em Cuba e ao aumento da pressão norte-americana sobre a ilha, com sanções e restrições de combustível.

Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba, afirmou estar disposto a dar a vida pela revolução caso não haja espaço para o diálogo. A declaração foi feita durante entrevista publicada por Pablo Iglesias, político espanhol, em 23 de março de 2026. O recado chegou em meio à crise energética que acomete a ilha.

O chefe de Estado ressaltou que prefere a negociação, mas se prepara para o pior cenário. Segundo ele, há um plano para elevar a prontidão da população na defesa do país, com participação popular. A fala também enfatizou que todos os cubanos sabem qual é o papel de cada um.

A crise atual envolve apagões frequentes e pressão externa. O governo dos Estados Unidos intensificou sanções, ampliando restrições que afetam o abastecimento de combustível e a economia cubana.

Contexto político e econômico

Cuba afirma não buscar mudanças no regime político. O vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossío, disse que o país está aberto a negócios, mas rejeita condições impostas pelos EUA ligadas a alterações internas ou à libertação de presos.

Trump tem adotado retórica mais harsh contra o governo cubano, complicando o cenário regional. A situação energética soma-se a uma pressão econômica antiga, que persiste mesmo com respostas oficiais de abertura para negociações, sem prazos ou condições.

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