- Em 27 de janeiro de 1973, o Acordo de Paris abriu caminho para a saída das tropas americanas, com retirada completa em sessenta dias e troca de prisioneiros de guerra.
- A retirada não encerrou o conflito; após a saída dos EUA, o Vietnã do Sul ficou vulnerável e o Exército sul-vietnamita se desintegraram com a suspensão da ajuda financeira estadounidense.
- A guerra ganhou contornos internos nos EUA, com forte pressão pública, protestos e imagens de atrocidades na televisão, o que tornou a participação insustentável politicamente.
- A queda de Saigon aconteceu em 30 de abril de 1975, marcando a vitória do Norte; a evacuação final, na operação Vento Constante, utilizou 81 helicópteros para retirar civis e militares em cerca de 18 horas.
- No contexto da Guerra Fria, o Vietnã do Sul recebeu apoio dos Estados Unidos, enquanto o Norte contou com a União Soviética e a China; mais de 2,5 milhões de americanos serviram, com mais de 58 mil mortos, e ao menos 1,1 milhão de vietnamitas mortos.
Os Estados Unidos terminaram a Guerra do Vietnã nos anos 1970 diante de desgaste político interno, limitações militares contra a guerrilha e o colapso do governo do Vietnã do Sul após a retirada das tropas americanas. O conflito, que perdurou por quase duas décadas, encerrou-se com a vitória do Norte.
O acordo de Paris, assinado em 27 de janeiro de 1973, estabeleceu o cessar-fogo e previa a retirada completa das forças dos EUA em 60 dias, além da libertação de prisioneiros de guerra. A saída, porém, não encerrou as hostilidades nem estabilizou o Sul, que viu sua capacidade de defesa fraquejar sem apoio externo.
A estratégia militar norte-americana enfrentou resistência tanto do Vietnã do Norte quanto da guerrilha no Sul. A Frente de Libertação Nacional, conhecida como Vietcongue, ganhou força com apoio externo, enquanto Washington intensificou bombardeios, uso de napalm e desfolhantes, impactando fortemente civis. A guerra ficou marcada pela ofensiva do Tet, em 1968, que expôs o custo humano e afastou a percepção de vitória rápida.
A queda de Saigon e o fim, em 1975
A queda de Saigon em 30 de abril de 1975 consolidou a vitória do Norte e resultou no rebatismo da cidade como Ho Chi Minh. Poucos dias antes, o presidente do Vietnã do Sul renunciou, e as tropas norte-vietnamitas avançaram sobre a capital, bloqueando a retirada final. O desfecho ficou registrado na evacuação de emergência, conhecida como operação Vento Constante.
Na operação, helicópteros transferiram cerca de 6 mil vietnamitas e mil americanos para porta-aviões, em aproximadamente 18 horas. O cerco a Saigon provocou uso intenso de aviões e deslocamento de aeronaves ao mar para abrir espaço de pouso, ilustrando o colapso logístico do regime sul-vietnamita.
Contexto e impactos
O conflito ocorreu no auge da Guerra Fria, com apoio externo de ambos os lados. O Vietnã do Sul recebia ajuda econômica e militar dos EUA, enquanto o Vietnã do Norte contava com suporte da União Soviética e da China, que chegou a enviar tropas para reparar danos de bombardeios.
Os números ajudam a entender o desgaste: mais de 2,5 milhões de americanos serviram na guerra, com mais de 58 mil mortos. Estima-se que ao menos 1,1 milhão de vietnamitas perderam a vida, além de milhões de toneladas de bombas lançadas no país. As consequências moldaram debates domésticos sobre intervenção externa e políticas de combate.
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