- Hungria vai parar gradualmente as exportações de gás para a Ucrânia até que Kiev reponha o envio de petróleo pela oleoduto Druzhba.
- O gás será redirecionado para encher as reservas internas de Hungria, em vez de abastecer a Ucrânia, afirmou o primeiro-ministro Viktor Orbán.
- A medida ocorre em meio a um atrito entre Hungria e Ucrânia sobre o Druzhba, após dano causado por ataque russo no fim de fevereiro, que não foi reparado até agora.
- A disputa tem freado o pacote de ajuda da União Europeia de cerca de 90 bilhões de euros para a Ucrânia, com a Hungria bloqueando a disbursed da assistência.
- A Ucrânia já pediu que Hungria e Eslováquia se desloquem de combustíveis fósseis russos; dados de ExPro indicam que a rota húngara é uma das principais de importação de gás natural para o país.
- Segundo a ExPro, a Ucrânia importou mais de 2,9 bilhões de m³ de gás natural da Hungria em 2025, representando cerca de 45% do total das importações do país.
Hungary vai interromper gradualmente as exportações de gás para a Ucrânia até que Kyiv retome o envio de petróleo pelo gasoduto Druzhba. A decisão foi anunciada nesta quarta pelo primeiro-ministro Viktor Orbán, que informou que o gás será redirecionado para reabastecer os estoques nacionais.
Em vídeo divulgado após reunião de gabinete, Orbán destacou que, enquanto a Ucrânia não fornecer petróleo, não haverá suprimento de gás de Hungria. O atrito ocorre em meio a uma disputa sobre o Druzhba, que leva petróleo russo a Hungria e à Eslováquia, após danos causados por ataque russo no fim de fevereiro.
A ruptura envolve ainda a acusação recíproca entre Hungria e Ucrânia e a posição de que os reparos podem levar até seis semanas. Ambos os países afirmam que o embargo energético pode ter motivação política.
Desdobramentos
A disputa travada com Moscou também prejudica o desbloqueio do pacote de ajuda da UE, de 90 bilhões de euros, destinado à Ucrânia. A Comissão Europeia offering assistência técnica e financeira para avaliar e reparar os danos, sem confirmação de acesso às áreas afetadas.
Oficialmente, a Ucrânia tem feito apelos para que Hungria e Eslováquia se desvinculem de combustíveis russos. Importa-se que, segundo a ExPro, a rota húngara é uma das principais vias de importação de gás do país, com forte peso no abastecimento de 2025.
A ExPro aponta que a Ucrânia importou mais de 2,9 bilhões de m³ de gás vindo de Hungria em 2025, o que corresponde a cerca de 45% do total de suas importações. Orbán citou a necessidade de evitar crises energéticas antes de eleições gerais.
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