- O Irã instalou armadilhas, minas e deslocou sistemas de defesa aérea adicionais na ilha de Kharg nas últimas semanas, em preparação para uma possível ofensiva dos EUA para tomar a ilha.
- Kharg abriga cerca de noventa por cento das exportações de petróleo iraniano; a ocupação seria uma forma de pressionar o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz, segundo relatos de inteligência citados pela CNN.
- Autoridades americanas avaliam riscos significativos de uma operação terrestre, incluindo alto número de baixas, e as próprias fontes mencionam vulnerabilidade a mísseis balísticos e drones.
- Nos últimos dias, o governo dos EUA enviou duas Unidades Expedicionárias de Fuzileiros Navais para a região, com milhares de fuzileiros, navios e recursos de desembarque; espera-se que até mil soldados da 82ª Divisão Aerotransportada sejam enviados.
- Aliados do Golfo e autoridades iranianas expressaram preocupação com consequências de uma ocupação, incluindo retaliação ampla, e há discussão sobre medidas como bloqueio marítimo de Kharg para pressionar o Irã sem desembarque de tropas.
O Irã tem reforçado a defesa da Ilha de Kharg, no norte do Golfo Pérsico, com armadilhas, minas e sistemas de defesa aérea adicionais. Autoridades não identificadas apontam que o objetivo é preparar possível ofensiva terrestre dos EUA.
Militares iranianos deslocaram mísseis terra-ar portáteis (MANPADS) e ampliaram a vigilância ao redor da ilha. As informações vêm de fontes familiarizadas com relatórios de inteligência dos EUA e com avaliação de segurança regional.
Os EUA avaliam, há semanas, a possibilidade de tomar Kharg por meio de tropas terrestres, para pressionar Irã a reabrir o Estreito de Ormuz. Aliados e especialistas preocupam-se com custos humanos elevados.
Kharg abriga parte importante da produção iraniana de petróleo bruto, respondendo por grande parte das exportações. A ideia de ocupação não é consensual entre autoridades americanas, dada a risco de retaliação e mudanças no cenário regional.
O exército americano já conduziu ataques à ilha em março, quando afirmou terem sido atingidos diversos alvos militares. Autoridades norte-americanas disseram que não houve alvos ligados à infraestrutura petrolífera da ilha.
A imprensa regional aponta que, além das questões técnicas, há temores sobre desfechos dramáticos para forças dos EUA e para a estabilidade do Golfo caso avance uma ofensiva terrestre. Especialistas destacam a complexidade logística de tomada de Kharg.
O Parlamento iraniano já alertou sobre possíveis obstáculos de “inimigos” que pretendam ocupar ilhas iranianas, ressaltando que toda a infraestrutura relevante está sob monitoramento. O tema é tratado como parte de uma escalada de tensões na região.
Duas Unidades Expedicionárias de Fuzileiros Navais foram deslocadas ao Oriente Médio, com planos de eventual operação; estimativas apontam ainda envio de mil soldados da 82ª Divisão Aerotransportada para a região. O planejamento continua em avaliação.
Analistas ressaltam que a ocupação de Kharg não resolveria problemas ligados ao Estreito de Ormuz nem ao controle de energia global. Opiniões divergentes entre aliados do Golfo refletem o peso político da decisão.
Além disso, a possibilidade de bloqueio marítimo de Kharg é discutida como alternativa a medidas com tropas terrestres, para prejudicar as exportações iranianas sem confrontos diretos em terra, segundo fontes próximas ao tema.
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