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Modelo de IA chinês aberto desafia liderança dos EUA

Relatório do Congresso dos EUA aponta vantagem chinesa em IA com modelos abertos, desafiando a liderança dos EUA e ampliando uso corporativo

Capacidade industrial dos modelos de IA chineses mostra que restrição norte-americana aos chips mais avançados foi inútil
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  • A Comissão do Congresso dos EUA conclui que a China usa IA de código aberto para compensar restrições a chips avançados, fortalecendo a sua liderança tecnológica.
  • Cerca de 80% das startups americanas utilizam modelos de IA chineses, considerados mais baratos e com desempenho similar aos equivalentes norte‑americanos.
  • O modelo R1, da DeepSeek chinesa, tornou‑se o mais baixado nos EUA em janeiro de 2025, com 125 milhões de usuários ativos por mês.
  • O Qwen, da Alibaba, superou o Llama do Facebook em downloads na Hugging Face, além de ser gratuito para usuários domésticos e disponível em 29 idiomas.
  • Empresas e governos destacam a integração entre IA e indústria: Siemens amplia parceria com a Alibaba, e o bilionário Jeff Bezos negocia fundo de US$ 100 bilhões para IA em chip, defesa e aeroespacial.

Os Estados Unidos avaliam que a restrição de chips avançados não impediu a China de avançar em IA. Um relatório da Comissão do Congresso sobre as relações com a China aponta que o caminho aberto foi a IA de código aberto, adotada pela China para compensar a falta de hardware de ponta.

Segundo o documento, startups norte-americanas já recorrem a modelos chineses por custo e desempenho similares aos rivais. A DeepSeek, com seu modelo R1, tornou-se o mais baixado nos EUA em janeiro de 2025, substituindo o ChatGPT, que liderava desde 2022.

O relatório destaca que o Qwen, da Alibaba, superou o Llama, do Facebook, em downloads na plataforma Hugging Face no fim do ano passado. O Qwen é gratuito para usuários domésticos e custa pouco para pequenas empresas, com suporte a 29 idiomas.

Superação da IA chinesa na prática

A comissão aponta que a China alinha IA a aplicações industriais e logísticas. Enquanto empresas americanas priorizam uso recreativo, o país asiático implantou modelos de IA em fábricas, controle de produção e logística, gerando ganhos de eficiência.

A produção industrial alimenta o aperfeiçoamento dos modelos e, por sua vez, a qualidade da IA avança com o uso industrial. Os autores do relatório ressaltam que os modelos são de código aberto, o que facilita a escalabilidade com menor dependência de hardware de ponta.

A Siemens confirmou a percepção externa ao indicar parceria ampliada com a Alibaba. O chief executive Roland Busch citou razões de custo, customização e vantagem competitiva frente aos modelos norte-americanos.

Repercussões e perspectivas

Empresários dos EUA consideram a indústria de IA uma fraqueza competitiva. Jeff Bezos tem discutido um fundo de US$ 100 bilhões para IA em chip, defesa e aeroespacial, com possível aporte de investidores do Oriente Médio.

Em paralelo, a OpenAI começa a direcionar soluções IA de uso corporativo, sinalizando mudança de foco da ênfase anterior em aplicações recreativas. O relatório sugere que a China mantém vantagem devido à integração IA-industrial.

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