- Nesta quarta-feira, 25, a Fundos da ONU para Refugiados pediu aos doadores financiamento urgente para a crise humanitária no Oriente Médio, após receber menos de 10% dos 69 milhões de dólares necessários.
- O Alto Comissário da ONU para Refugiados, Barham Salih, disse que a crise é enorme e exige ajuda imediata para atender as pessoas afetadas.
- No Irã, cerca de 3,2 milhões de pessoas foram deslocadas; no Líbano, mais de 1 milhão deixaram as casas, o que equivale a cerca de 17% da população.
- O conflito se intensificou após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, com retaliações de Teerã contra Israel, bases americanas e países do Golfo.
- Organizações de ajuda enfrentam cortes de financiamento de grandes doadores, liderados pelos Estados Unidos e outras potências ocidentais, que priorizam gastos em defesa.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) implorou por financiamento urgente para enfrentar a crise humanitária no Oriente Médio, lembrando que recebeu menos de 10% do total de 69 milhões de dólares solicitados. A apelação foi feita nesta quarta-feira, em Bruxelas, durante entrevista à Reuters.
A escalada do conflito envolve, além da guerra entre EUA, Israel e Irã, represálias iranianas que atingiram alvos no território israelense e bases norte-americanas na região. O Líbano também foi envolvido, com ataques de foguetes e drones do Hezbollah, apoiado pelo Irã, desencadeando intensos bombardeios israelenses em todo o país.
Barham Salih, Alto Comissário da ONU para Refugiados, afirmou que o montante solicitado cobre necessidades urgentes de milhares de pessoas. A declaração reforça que a crise já é histórica pela sua magnitude e pela rapidez de deslocamento.
Financiamento e deslocamentos
No Irã, estima-se que 3,2 milhões de pessoas estejam deslocadas desde o início da crise, segundo a ONU. No Líbano, mais de 1 milhão de pessoas foram expulsas de suas casas, o que representa cerca de 17% da população do país, nas últimas semanas.
Agências humanitárias destacam que cortes no financiamento, principalmente de grandes doadores ocidentais, prejudicam a operação de ajuda. EUA e aliados priorizaram gastos militares diante de tensões com a Rússia, impactando a disponibilidade de recursos para assistência.
Este é um momento de responsabilidade compartilhada, segundo especialistas, que ressaltam a necessidade de continuidade de apoio financeiro para manter corredores humanitários e assistência essencial aos deslocados e vulneráveis na região.
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