- Polônia afirma que a Hungria vazou informações confidenciais da União Europeia para Moscou, aumentando a tensão entre Budapeste e Varsóvia, com o primeiro-ministro polonês Donald Tusk classificando o episódio como uma “disgrace”.
- O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Péter Szijjártó, reconheceu contato regular com o colega russo Sergei Lavrov antes e depois de reuniões da UE, dizendo que isso faz parte da diplomacia normal.
- Budapest rebateu reportagens do Washington Post, dizendo que as informações divulgadas são mentiras e “fake news”, e afirmou que breve debriefs sobre decisões da UE são prática comum.
- A Comissão Europeia pediu esclarecimentos à Hungria em resposta às alegações, destacando que ministros de fora não estão vinculados pelas mesmas regras de confidencialidade que funcionários da UE.
- A controvérsia ocorre durante a campanha eleitoral na Hungria, com o primeiro-ministro Viktor Orbán enfrentando desafios à sua liderança, ainda que a maioria atual das pesquisas o mantenha em posição estável.
A tensão entre Hungria e Polônia aumentou após denúncias de que Budapeste teria repassado informações sensíveis da UE a Moscou. A acusação ganhou impulso após reportagem do Washington Post, citando supostas comunicações do ministro de Relações Exteriores húngaro com Moscou durante reuniões da UE. Varsóvia classificou a atuação de Orban como uma “vergonha”.
O primeiro-ministro polonês Donald Tusk reagiu publicamente, dizendo que as alegações representam uma grave falha para a cooperação entre Estados-membros. O governo húngaro diz que as informações de Moscou não configuram violação de confidencialidade, defendendo que há debriefings regulares em diplomacia externa.
O Ministério de Relações Exteriores da Hungria descreveu como normal o repasse de informações a parceiros estratégicos e afirmou que decisões da UE afetam relações com terceiros, incluindo a Rússia. A União Europeia, porém, não vê a Rússia como parceiro de política externa e exige esclarecimentos de Budapeste.
Contexto e desdobramentos
A polêmica acontece em meio a uma campanha eleitoral na Hungria, com atraso de informações sobre a posição do governo de Viktor Orbán frente a críticas internas. A Comissão Europeia solicitou esclarecimentos formais à Hungria, enquanto países-membros discutem os limites da confidencialidade entre ministros e funcionários da UE.
Enquanto isso, o tema compõe a agenda de crises da UE, que envolve a pressão para alinhamento com sanções a Moscou e o acompanhamento de atividades diplomáticas entre Estados-membros. Pesquisas indicam que a questão poderá influenciar o escrutínio eleitoral na Hungria, onde o premiê enfrenta competição interna.
Outros destaques do dia
- O estilo de governo da Dinamarca sofreu abalo após eleições, com o Partido Social-Democrata de Mette Frederiksen registrando resultado menos favorável, ainda que mantenha a liderança de governo.
- No cenário internacional, preços do petróleo oscilaram após declarações de líderes dos EUA sobre possíveis avanços com o Irã, com impactos esperados nos fluxos de energia global.
- A situação no Líbano segue sob atenção da ONU, com relatos de condições humanitárias críticas para deslocados.
A reportagem completa é resultado de apurações com múltiplas fontes, incluindo agências internacionais.
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