- Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano, é citado por autoridades dos EUA como possível interlocutor viável com Teerã e potencial líder do país.
- Ghalibaf tem histórico de envolvimento na repressão a protestos e já se gabou de ter espancado manifestantes quando era jovem comandante da polícia iraniana.
- Ele atuou na Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), comandou a Força Aérea da IRGC e ficou conhecido pela gestão de Teerã como prefeito, modernizando a infraestrutura e programas habitacionais.
- Durante o conflito, afirmou publicamente que o Irã não busca cessar-fogo e que o agressor deve ser punido; também criticou acordos que pudessem ceder diante de pressões internacionais.
- Especialistas apontam que Ghalibaf tem ligações com áreas-chave do regime, o que o colocaria em posição central em eventuais acordos negociados com potências estrangeiras.
Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento Iraniano, é citado por alguns como possível interlocutor com o governo dos EUA em meio ao atual cenário de tensão entre Irã, EUA e Israel. A imprensa internacional aponta que, para parte da Casa Branca, ele seria um líder viável para Teerã em eventuais negociações.
Ghalibaf tem sido associado ao aparato de segurança do regime desde a juventude. Exerceu funções na Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e já comandou a Força Aérea da IRGC. Sua trajetória inclui atuação em repressões a protestos no Irã e cargos de alto escalão na gestão pública da capital, Teerã.
Em declarações públicas, o dirigente tem enfatizado resistência às pressões externas e, ao longo do conflito, aparece nas redes sociais adotando tom firme contra os Estados Unidos e Israel. Ao mesmo tempo, o tema de conversas com Washington permanece alvo de desmentidos oficiais de Teerã.
O governo americano, segundo reportagens, mencionou contatos com interlocutores iranianos de alto nível, sem confirmar negociações formais com Ghalibaf. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ter mantido conversas com pessoas consideradas por ele como representantes persas, sem confirmar nomes.
Ghalibaf negou qualquer negociação com os EUA via redes sociais, afirmando que não houve tratativas abertas e destacando que boatos podem afetar mercados de petróleo e financeiro. A mensagem reforça sua posição de rejeitar medições externas sem condições.
A reputação do político como gestor público é marcada por 12 anos como prefeito de Teerã, periodo em que investiu em infraestrutura, habitação e criação de espaços verdes. Críticos destacam, porém, que seu poder dentro do regime é acompanhado de uma leitura pragmática sobre alianças e contatos influentes.
Especialistas consultados observam que Ghalibaf mantém vínculos com centros de força do regime, o que lhe conferiria papel relevante em acordos ou negociações futuras. A importância de sua figura reside mais na posição estratégica do que em idealismos ideológicos, segundo análises.
Histórico de atuação em segurança remonta aos anos de serviço na IRGC, início da participação em repressões a dissidência. Entre 1999 e 2009, Ghalibaf ocupou posições ligadas à repressão de protestos estudantis e às respostas oficiais a contestações políticas no país.
Além do histórico de segurança, a trajetória de Ghalibaf também inclui o cargo de prefeito de Teerã, com foco na modernização de transporte, infraestrutura urbana e programas habitacionais. Este perfil é citado em análises para explicar sua influência dentro do regime.
Um vídeo de outubro de 2024 mostra o acesso do dirigente a uma aeronave da IRGC próximo a Beirute, em meio a ataques aéreos. A imagem reforça a percepção de atuação firme em contextos de conflito regional.
Ao longo do conflito, Ghalibaf tem sido objeto de observação por parte de analistas, que destacam a probabilidade de manter alinhamentos com o regime mesmo diante de pressões internacionais. A avaliação comum é de que ele representa uma linha de continuidade de poder dentro de uma estrutura complexa de influência regional.
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