- Ações globais caem nesta quinta-feira após o Irã rejeitar a proposta de cessar-fogo defendida pelos EUA.
- O petróleo WTI sobe mais de três por cento.
- Rendimentos dos Treasuries de dois anos sobem para 3,94%, o ouro cai abaixo de US$ 4.500 a onça e o dólar permanece estável.
- O Irã rejeita a condução de negociações de paz segundo a Casa Branca e o parlamento iraniano discute uma cobrança para navios no Estreito de Ormuz.
- Analistas e investidores ajustam-se a um cenário de maior restrição monetária e riscos inflacionários decorrentes do conflito.
As ações globais recuaram nesta quinta-feira, 26 de março, após o Irã rejeitar a proposta de cessar-fogo defendida pelos EUA. O recuo veio em linha com temores inflacionários e aumentos de rendimentos globais, com o petróleo WTI subindo acima de 3%.
Analistas ressaltam que a rejeição iraniana manteve as incertezas sobre uma possível desescalada no Oriente Médio. Enquanto isso, o governo americano insistia em negociações em andamento, mas o Irã apresentou condições próprias. O impacto inicial foi visto nos mercados de dívida e de commodities.
O rendimento dos Treasuries de dois anos subiu 5 pontos-base, para 3,94%. O ouro caiu abaixo de 4.500 dólares a onça, e o dólar oscilou pouco. O ambiente resultou numa precificação de política monetária mais restritiva pelos investidores.
Disparada do petróleo
Rob Kapito, presidente da BlackRock, alertou sobre riscos crescentes da guerra com o Irã para crescimento e inflação, mesmo que haja um desfecho rápido. Segundo ele, as cadeias de suprimento devem demorar a retornar à plena capacidade.
Kapito afirmou ainda que o petróleo pode alcançar valores próximos a 150 dólares por barril, dependendo da duração das interrupções. Em Melbourne, ele destacou a importância de considerar cenários prolongados de disrupção para as empresas.
Outros destaques da manhã
A Dolce & Gabbana iniciou negociações com credores devido à queda da demanda global por luxo, buscando flexibilizar acordos com cerca de 450 milhões de euros em dívidas, com Rothschild como assessora financeira.
Autoridades da Administração Trump avaliam cenários extremos para o petróleo, incluindo possibilidades de preços elevados, sem confirmar se o patamar de 200 dólares chegou a ser considerado. O grupo mantém discurso de confiança na economia e no abastecimento de energia.
Lloyd Blankfein, ex-CEO do Goldman Sachs, alerta para riscos ligados a ativos privados não vendidos nos balanços de investidores, sugerindo que parte do mercado pode estar supervalorizada e sujeita a ajustes caso crises não ocorram com frequência.
Panorama de mercados
As bolsas de referência registraram quedas em várias praças ao redor do mundo, enquanto notas de risco permaneceram elevadas entre investidores. O cenário exige monitoramento contínuo de negociações diplomáticas, oferta de petróleo e condições macroeconômicas globais.
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