- Maduro e Cilia Flores terão segunda audiência no tribunal federal de Manhattan na quinta-feira, 26, após 83 dias de detenção decorrentes de operação dos Estados Unidos.
- Ambos são acusados de crimes relacionados ao narcotráfico e ao manejo de armas, acusações que negam.
- Os advogados alegam que o governo dos Estados Unidos impede que a Venezuela pague a defesa; já foi tentado arquivar o caso, sem sucesso.
- Na Venezuela, a presidente interina Delcy Rodríguez afirma que Maduro deve retornar ao país e busca uma nova relação com os Estados Unidos.
- Desde a captura foram realizados avanços e adiamentos: primeira audiência ocorreu em cinco de janeiro; nova audiência foi remarcada para 26 de março, e o processo pode tratar de financiamento da defesa e proteção de provas.
Nicolás Maduro e Cilia Flores voltam a ser ouvidos pela Justiça americana nesta quinta-feira, 26. Eles estão há 83 dias detidos após uma operação militar nos EUA e enfrentam acusações relacionadas ao narcotráfico e ao manejo de armas, das quais negam as imputações.
A dupla foi presa em Nova York e participa da segunda audiência em tribunal federal. A primeira sessão ocorreu no dia 5 de janeiro, com declarações de inocência. O processo tem gerado disputas sobre o financiamento da defesa, que os advogados alegam não ter apoio do governo venezuelano.
Enquanto isso, na Venezuela, o governo interino de Delcy Rodríguez aponta para retorno do mandatário ao país, ao mesmo tempo em aproximação com os Estados Unidos. Medidas diplomáticas têm sido discutidas em paralelo ao andamento judicial.
Detalhes da segunda audiência
A sessão deve ocorrer no tribunal federal de Manhattan e eles deixarão o Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn para o prédio na região. Pode haver manifestações nas proximidades do tribunal durante o deslocamento.
O andamento do processo é o foco, com possível debate sobre o financiamento da defesa e medidas de proteção de provas. Advogados argumentam que o governo venezuelano deveria custear a defesa, conforme status dos clientes.
Promotores e defesa já trocaram itens processuais sobre o reconhecimento de quem atua como chefe de Estado na Venezuela. A discussão envolve regras de sanções e a possibilidade de recursos próprios para custear a defesa.
Contexto diplomático
Recentes passos indicam mudança na relação entre Venezuela e Estados Unidos, incluindo reconhecimentos institucionais entre as partes. O governo venezuelano tem defendido uma relação de cooperação com Washington, ao mesmo tempo em que enfrenta pressões internas.
A evolução do caso permanece dependente de decisões judiciais. Os próximos atos no tribunal podem tratar do financiamento da defesa, de medidas de proteção de informações e do cronograma processual.
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