- A Comissão Europeia rejeitou a sugestão do chanceler alemão, Friedrich Merz, de buscar um acordo comercial UE–China, dizendo que a China precisa abordar de forma significativa práticas distorcivas antes de qualquer negociação.
- A União Europeans enfrenta déficit comercial com a China e teme concorrência desleal, excesso de capacidade industrial, subsídios e restrições de acesso ao mercado.
- A Comissão afirmou que só há espaço para diálogos sobre acordos futuros depois que a China apresente propostas concretas para enfrentar os desafios no comércio e no investimento.
- Merz tinha sugerido, em sessão no Bundestag, a possibilidade de um acordo com a China a longo prazo, posição que contrasta com seu tom anterior de críticas à balança com o país.
- Além disso, líderes europeus mantêm postura firme: a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, defendeu medidas firmes contra a China, e o primeiro-ministro belga, Bart De Wever, pediu uma estratégia mais dura, mesmo diante de retaliações.
A Comissão Europeia rejeitou a sugestão do chanceler alemão Friedrich Merz de abrir um acordo comercial entre a União Europeia e a China sem que Pequim first address distortive practices. A gente de Bruxelas explicou que qualquer avanço depende de respostas concretas a questões comerciais.
A Comissão destacou que o modelo econômico chinês, com subsídios e sobrecapacidade industrial, continua a afetar a concorrência na UE. Além disso, há preocupação com restrições de acesso ao mercado, transferência forçada de tecnologia e controles de exportação que prejudicam empresas europeias.
Merkz apresentou a ideia de uma negociação com a China durante uma sessão no Bundestag na quarta-feira. O chanceler sinalizou, em termos gerais, que avanços em políticas comerciais poderiam ocorrer no longo prazo, em parceria estratégica com outras nações.
Bruxelas reforçou que o diálogo com a China permanece, mas enfatiza que as preocupações já levantadas pela UE precisam ser tratadas de forma tangível antes de qualquer tratado futuro. A prática estatal chinesa é apontada como obstáculo ao comércio justo.
A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, adotou tom firme em relação à China, defendendo respostas urgentes para proteger cadeias de suprimento e a base industrial europeia. Ela busca fechar alinhamentos com aliados ocidentais frente a Pequim.
O governo belga também chegou a sugerir uma linha mais dura para enfrentar os desafios chineses, mesmo diante de possíveis retaliações comerciais. O objetivo é proteger indústria, economia e bem-estar dos cidadãos a longo prazo.
Em meio a disputas, a UE continua buscando um equilíbrio entre cooperação e proteção de interesses nacionais, mantendo a avaliação de que relações comerciais só devem evoluir com condições claras e verificáveis. Fontes indicam que o tema permanece em debate entre os 27 membros.
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