- O Irã alertou operadores hoteleiros do Oriente Médio que hotéis e outras instalações que hospedarem militares dos EUA podem ser “alvos legítimos de defesa” se a atividade continuar.
- A Fars, agência iraniana próxima à Guarda Revolucionária, afirmou que locais usados por militares americanos não se limitam ao Bahrein e aos Emirados Árabes Unidos.
- Segundo a Fars, outros locais de acomodação para forças estrangeiras teriam sido identificados na Síria, no Líbano e em Djibuti.
- O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que tropas americanas deixaram bases no Golfo e passaram a se hospedar em hotéis e escritórios; pediu que hotéis do Golfo negassem reservas.
- A CNN não conseguiu verificar de forma independente as alegações, e autoridades americanas e do Conselho de Cooperação do Golfo não se manifestaram publicamente.
O Irã alertou operadores do setor hoteleiro de toda a região sobre a possibilidade de hotéis e outras instalações civis que albergam militares americanos serem considerados alvos legítimos de defesa, caso a atividade persista. A notícia foi veiculada pela agência semioficial Fars, ligada à Guarda Revolucionária.
Segundo a Fars, os locais usados por tropas norte-americanas não se limitam ao Bahrein e aos Emirados Árabes Unidos, citando ainda Síria, Líbano e Djibuti como cenários potenciais. A agência descreveu o aviso como abrangente e definitivo, apontando que qualquer instalação que acolha forças estrangeiras pode virar alvo se a operação não for interrompida.
Na manhã desta quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou no X que tropas americanas deixaram bases no Golfo Pérsico e passaram a se hospedar em hotéis e escritórios. Araghchi sustentou que soldados dos EUA estariam usando cidadãos do Conselho de Cooperação do Golfo como “escudos humanos” e pediu que hotéis da região negassem reservas a militares americanos.
A CNN informou não ter conseguido verificar de forma independente as alegações apresentadas pela Fars nem as declarações de Araghchi. Autoridades dos EUA e do CCG não se manifestaram publicamente sobre o assunto até o momento.
O contexto da notícia envolve a escalada de tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciada com ações entre 28 de fevereiro e a sequência de ataques e represálias na região. O Irã tem realizado ataques a alvos considerados de interesse norte-americano e israelense em diversos países do Golfo e do Levante, enquanto Washington e seus aliados observam o desenvolvimento com cautela.
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