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Mercosul aos 35: nova fase com acordo europeu redefine comércio

Mercosul celebra 35 anos com acordo com a União Europeia, catalisando inserção comercial, regras mais estáveis e coordenação entre países

Em um mundo marcado por novos desafios, a relevância do Mercosul dependerá menos do que foi e mais do que é capaz de fazer, diz a articulista
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  • Mercosul chega aos 35 anos com o acordo com a União Europeia, considerado o mais importante da história do bloco e uma nova fase de inserção comercial.
  • A parceria envolve cerca de setecentos e dezoito milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto superior a US$ 22 trilhões, com eliminação gradual de tarifas e regras mais estáveis.
  • O acordo funciona como catalisador, ampliando comércio, investimentos e integração produtiva, marcando uma cooperação baseada em regras em um cenário global tenso.
  • O acordo já se insere num movimento de reativação da política comercial do bloco, após acordos com Singapura (2023) e com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) (2025), aumentando a parcela do comércio brasileiro amparada por acordos de 12% para 31%.
  • A entrada em vigor está prevista para maio de 2026, exigindo agilidade do setor privado para transformar preferências em exportações e adaptabilidade das políticas públicas para sustentar o ambiente de negócios.

Em comemoração aos 35 anos, o Mercosul celebra a assinatura do acordo com a União Europeia, considerado o mais relevante da história do bloco. O pacto cria uma zona de livre comércio, reduz tarifas e impulsiona regras previsíveis para negócios.

O acordo consolida uma parceria entre economias de grande dinamismo. Juntas, UE e Mercosul somam cerca de 718 milhões de pessoas e um PIB superior a US$ 22 trilhões, com potencial para ampliar comércio, investimentos e integração produtiva.

A ratificação ocorreu rapidamente, com o Congresso brasileiro aprovando o texto em 17 de março. Argentina, Uruguai e Paraguai já concluíram igualmente seus processos legislativos, sinalizando coordenação regional significativa.

Contexto econômico

A eliminação progressiva de tarifas, aliada a regras de circulação de bens mais estáveis, deve favorecer ganhos de produtividade e inserção em cadeias globais de valor. O acordo amplia o espaço de atuação de empresas nos dois blocos.

Acordos anteriores ajudam a entender o movimento. Nos últimos três anos, o Mercosul fechou tratados com Singapura (2023) e com a EFTA (2025). A inclusão com a UE aumenta a participação do comércio brasileiro amparado por acordos de 12% para 31%.

Impacto político e institucional

O acordo destaca também uma dimensão política, ao sinalizar cooperação baseada em regras em um cenário internacional tenso. A conclusão do entendimento demonstra capacidade de atuação conjunta em oportunidades históricas.

Além disso, o pacto atua como catalisador: ele reacende o interesse de parceiros como Canadá e Emirados Árabes Unidos em negociações com o bloco. A aproximação sugere abertura para novos acordos estratégicos.

Desdobramentos para o futuro

A entrada em vigor está prevista para maio de 2026. A implementação exigirá agilidade do setor privado para transformar preferências em exportações, além de políticas públicas que apoiem o ambiente de negócios.

Especialistas destacam que, apesar de o acordo reposicionar o Mercosul, não resolve todas as tensões internas nem resolve todos os desafios do bloco. O momento, porém, marca uma nova etapa de inserção internacional.

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