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Comentário sobre a preservação da maior fortaleza das Américas

Conservação de vinte e cinco anos avança na Citadelle Laferrière, maior fortaleza das Américas, com novas estruturas e maior acesso de visitantes

Citadelle Laferrière, Haiti
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  • Citadelle Laferrière, maior fortaleza da América, é site do Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1982, no Haiti.
  • O acesso ao local envolve carro, moto e burro; a subida exige esforço físico e várias paradas ao longo de cerca de sete milhas.
  • Um projeto de conservação com duração de vinte e cinco anos busca reforçar a fortaleza contra terremotos e melhorar o acesso dos visitantes.
  • O serviço envolve a Quarta Delegacia de Patrimônio (ISPAN) e a Fundação de Monumentos Mundiais (World Monuments Fund, WMF), com obras como telhado novo, reconstrução de trechos de paredes e uso de pontes de madeira com reforço de cimento.
  • A obra já permite novas áreas de visitação e está prevista para terminar no fim deste mês, com participação de comunidades locais, instituições culturais e parceiros.

A Citadelle Laferrière, maior fortaleza da América, recebe há 25 anos um processo de conservação que envolve equipes locais e internacionais. O objetivo é reforçar a estrutura contra abalos sísmicos e ampliar o acesso de visitantes, mantendo o patrimônio reconhecido pela Unesco desde 1982.

O trajeto até o monumento em Haiti é desafiador: envolve carro, moto e ainda animais de carga para vencer o trecho de morro. A caminhada ou condução por trilhas íngremes faz parte da experiência de chegar a um dos símbolos da história nacional.

Construída entre 1805 e 1820 por ordem do rei haitiano Henri Christophe, a fortaleza foi erguida para proteger o país após a independência. A obra histórico-militar ganhou novas leituras com a preservação atual, que busca evitar danos causados por terremotos e o passar do tempo.

Ao longo do passeio, guias apontam milhares de balas de ferro e o ponto mais alto, utilizado para vigiar invasões marítimas. Isso revela a função defensiva e de inteligência da fortaleza em seu contexto histórico.

A atual intervenção envolve a Companhia de Conservação do Patrimônio, a ispôr mudanças estruturais e a restauração de paredes de até 45 metros de altura. O trabalho inclui vedação de áreas, reparos de passarelas e a construção de novas pontes.

A Organização Mundial para o Monumento (WMF) participa do projeto ao lado da Unesco, com ações de impermeabilização e instalação de um novo telhado de alumínio. Também há transferência de técnicas de conservação do século XIX aos trabalhadores locais.

O Instituto Haitiano de Proteção ao Patrimônio Nacional (ISPAN) lidera as atividades técnicas no local, avaliando trincas, reposicionando passarelas e consolidando prisões de apoio com cimento líquido. A renovação também cria espaço adicional para visitantes.

Um porta-voz da WMF destacou, sem defesa de posições políticas, a importância da participação de governos, comunidades e instituições na proteção do patrimônio. A ideia é manter o sítio relevante para as futuras gerações.

Bea Beaulieu, guia local, descreveu em crioulo haitiano as melhorias: áreas anteriormente bloqueadas ganham espaço para visitas. Segundo ela, as renovações trazem maior amplitude e organização, mantendo a essência histórica do monumento.

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