- Israel lançou nova onda de ataques contra alvos no centro e no oeste de Teerã, pouco antes de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre os bombardeios a infraestruturas iranianas.
- O Irã respondeu com mísseis e drones contra vizinhos do Golfo; Kuwait informou danos no Porto de Shuwaikh, sem feridos.
- O Conselho de Segurança da ONU agendou consultas a portas fechadas em Nova York sobre o Irã; a reunião foi solicitada pela Rússia, com os EUA na presidência.
- Os EUA pressionaram o Irã a aceitar uma cessação de fogo de quinze pontos, ao mesmo tempo em que enviaram mais tropas para a região; Washington apresentou a proposta via Paquistão como intermediário.
- O Irã rejeitou a oferta dos EUA e apresentou sua própria proposta de cinco pontos, incluindo reconhecimento da soberania sobre o Estreito de Hormuz; houve queda nas bolsas asiáticas e alta no petróleo, com o Brent próximo de US$ 107 por barril.
Israel lançou nova ofensiva contra o Irã na madrugada de hoje, antes de a ONU debater ataques a infraestruturas civis iranianas em Nova York. A ação ocorre em meio a tensões que se intensificaram desde fevereiro, quando ataques começaram a se intensificar na região.
Segundo as forças de Israel, os ataques miraram alvos no coração de Teerã, utilizados na produção de mísseis e armas, bem como lançadores e depósitos no oeste do Irã. Também houve registro de fumaça sobre Beirute, sem confirmação inicial de ataques na capital libanesa.
Sirenes soaramn em Israel, com o país afirmando tentar interceptar mísseis iranianos. Enquanto isso, o Irã lançou mísseis e drones contra vizinhos do Golfo, com alertas de ataques no Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos.
Situação no Golfo e resposta regional
O Kuwait informou danos materiais no Porto de Shuwaikh, na Cidade do Kuwait, sem registro de feridos. A Organização das Nações Unidas marcrou consultas a portas fechadas para tratar do Irã, em Nova York, a pedido da Rússia e com participação dos EUA, que preside o Conselho.
O governo americano pressiona o Irã a iniciar conversações com base em uma proposta de cessar-fogo de 15 pontos, ao mesmo tempo em que reforça a presença militar na região em preparação para ações que visem o Estreito de Ormuz.
Propostas e desdobramentos diplomáticos
Steve Witkoff, representante do presidente norte-americano, informou que os EUA enviaram a proposta de cessar-fogo por meio de Paquistão como intermediário, com cláusulas sobre o programa nuclear iraniano e a livre passagem pelo estreito.
O Irã rejeitou a oferta dos EUA e apresentou sua própria proposta de cinco pontos, destacando reparações e soberania sobre o Estreito de Ormuz, sem detalhar medidas específicas.
Mercado e operação naval
As bolsas asiáticas tiveram queda após Wall Street registrar perdas, alimentadas por dúvidas sobre um conflito prolongado. O Brent abriu em torno de US$ 107 por barril, com alta superior a 45% desde o começo do conflito.
O domínio iraniano do Estreito de Ormuz segue sendo apontado como fator de preocupação para a economia global, ampliando receios de crise energética e repercussões no comércio mundial.
Observadores e impacto humano
Navios norte-americanos aproximaram-se da região, com cerca de 2.500 fuzileiros navais mobilizados, além de mil paraquedistas da 82ª Divisão Aerotransportada em alerta, segundo informações de fontes militares.
Organizações humanitárias relatam danos a infraestruturas civis no Irã, com relatos de danos a casas, hospitais e escolas, conforme o secretário-geral do Conselho Norueguês para os Refugiados. O conflito segue sem previsão de fim.
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