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ONU cria mecanismo para proteger comércio em Ormuz

ONU cria força-tarefa, liderada por Jorge Moreira da Silva, para manter o fluxo de comércio no Estreito de Ormuz, ante risco de escassez de alimentos e crises humanitárias

Assembleia Geral da ONU
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  • A ONU anunciou a criação de uma força-tarefa para desenhar um mecanismo que mantenha o fluxo de comércio pelo Estreito de Ormuz.
  • O projeto será liderado pelo subsecretário-geral Jorge Moreira da Silva, diretor executivo do Escritório das Nações Unidas para Serviços de Projetos.
  • A força-tarefa buscará inspirar-se em iniciativas da ONU, como a Iniciativa de Grãos do Mar Negro e o Mecanismo UN2720 para Gaza.
  • O grupo deverá contatar Estados-membros relevantes para viabilizar a operação e buscar apoio internacional.
  • A ONU alerta que interrupções no transporte de fertilizantes e aumento de preços de energia podem elevar os preços de alimentos, com dezenas de milhões em risco de fome aguda se o conflito com o Irã perdurar até junho.

A ONU anunciou nesta sexta-feira a criação de uma força-tarefa para projetar um mecanismo que assegure o fluxo de comércio pelo Estreito de Ormuz. A iniciativa busca mitigar impactos das interrupções causadas pela guerra envolvendo o Irã, que podem agravar a escassez de alimentos e crises humanitárias globais. O anúncio ocorreu em um comunicado da Organização.

A força-tarefa se inspira em ações anteriores da ONU, como a Iniciativa de Grãos do Mar Negro para a Ucrânia e o Mecanismo UN2720 voltado a Gaza. O objetivo é envolver Estados-membros relevantes e encontrar formas de operacionalizar o mecanismo com apoio internacional.

Segundo o porta-voz da ONU, a ação imediata é essencial para reduzir efeitos adversos sobre o comércio e o abastecimento. A equipe buscará fluxos seguros de mercadorias e minimizar impactos sobre países vulneráveis, já pressionados por choques recentes.

Desdobramentos e próximos passos

A força-tarefa será chefiada pelo subsecretário-geral Jorge Moreira da Silva, diretor executivo do Escritório das Nações Unidas de Serviços de Projetos. Ele coordenará a equipe e as consultas com Estados-membros.

Despesas com energia e interrupções no transporte de fertilizantes já elevam o risco de alta de preços de alimentos. A ONU e especialistas destacam a possibilidade de retrocesso em avanços contra a fome, se a guerra durar mais.

O porta-voz da ONU ressaltou que a iniciativa visa apoiar populações que já enfrentam pressão alimentar, promovendo ações rápidas e coordenadas para manter estoques e preços estáveis no curto prazo.

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