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Presidente da Coreia do Sul quer retomar comando de tropas dos EUA em guerra

Presidente sul-coreano busca retomar o controle operacional em guerra, visando autossuficiência militar e reformas como recrutamento seletivo

Governo sul-coreano espera concluir a transferência de controle operacional até 2030
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  • O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, disse que busca retomar o controle operacional das tropas em caso de guerra, hoje nas mãos dos Estados Unidos, o mais rápido possível.
  • O objetivo é aumentar a autossuficiência militar do país e manter as Forças Armadas preparadas para responder a provocações da Coreia do Norte.
  • Lee destacou reformas militares, incluindo o recrutamento seletivo, para refletir mudanças demográficas e de segurança.
  • O governo pretende concluir o processo durante o mandato, até 2030, desde que cumpridas condições de capacidade militar acordadas com os Estados Unidos.
  • As forças armadas devem adotar um papel de liderança na defesa da península e se preparar para campos de batalha com tecnologia avançada; o recrutamento é majoritariamente composto por recrutas que cumprem cerca de dezoito meses de serviço.

O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, afirmou nesta sexta-feira que o país buscará retomar o controle operacional das tropas em tempos de guerra, hoje sob comando dos Estados Unidos, o mais rápido possível, defendendo maior autossuficiência militar.

Durante reunião no Ministério da Defesa com líderes militares, Lee mencionou reformas, incluindo o recrutamento seletivo, para refletir as mudanças demográficas e de segurança. A transferência de comando em guerra seria realizada com rapidez.

Lee ressaltou que a aliança com os EUA continua essencial para a paz na península, mas alertou que dependência excessiva não é desejável. O governo pretende concluir o processo durante o mandato, até 2030, mediante condições de capacidade acordadas com Washington.

Contexto e próximas etapas

Atualmente, os EUA comandam as tropas sul-coreanas em caso de conflito. Governações passadas estudaram a retomada do comando operacional, com o objetivo de fortalecer a defesa soberana.

O chefe de Estado também citou a necessidade de um exército mais inteligente e forte, preparado para guerras moldadas por tecnologia. O reforço passa pela modernização de equipamentos e da doutrina militar.

O serviço militar na Coreia do Sul continua majoritariamente obrigatório, com cerca de 18 meses de obrigação para a maioria dos homens. O recrutamento seletivo permitiria opções voluntárias e caminhos alternativos para reduzir o tamanho da força.

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