- Um ataque israelense em Saksakiyeh, no sul do Líbano, deixou quatro mortos e oito feridos, segundo o Ministério da Saúde do Líbano.
- A casa atingida ficou destruída e as ruas da região ficaram cobertas de escombros.
- Um morador afirmou que a residência era de um vizinho e que havia crianças no momento; dois filhos dele ficaram feridos, incluindo um que serve no Exército libanês.
- Desde 2 de março, o conflito já provocou mais de um mil pessoas mortas no Líbano e mais de um milhão de deslocados, a maioria muçulmanos xiitas, segundo informações divulgadas pelo governo libanês.
- O exército de Israel ordenou a saída de grande parte do sul do Líbano e de áreas sob controle do Hezbollah, com planos de criar uma “zona de segurança” até o rio Litani.
O Ministério da Saúde do Líbano confirmou que um ataque israelense atingiu uma casa em Saksakiyeh, no sul do país, neste sábado (28). O ataque deixou pelo menos quatro mortos e oito feridos, conforme balanço preliminar divulgado pela pasta.
Moradores relataram que a residência pertencia a um vizinho e que havia crianças no local no momento do ataque. Um morador, Hassan Badrane, disse ainda que dois de seus filhos ficaram feridos, incluindo um que serve no exército libanês.
O ataque ocorre em meio a uma escalada regional desde 2 de março, quando o Hezbollah atacou Israel. A partir de então, Israel informou ter intensificado operações no sul do Líbano e na região de Beirute, com objetivo de reduzir ameaças.
Contexto e desdobramentos
Mais de 1.000 pessoas morreram no Líbano desde o início da crise, segundo dados do governo, e mais de um milhão foram deslocadas. A maioria entre os deslocados é muçulmana xiita.
O exército israelense ordenou a saída de grande parte do sul do Líbano e de áreas controladas pelo Hezbollah, incluindo subúrbios ao sul de Beirute e partes do leste libanês.
Israel também informou a intenção de criar uma zona de segurança até o rio Litani, que deságua no mar cerca de 30 km ao norte da fronteira. O governo israelense afirma buscar estabilizar a região e neutralizar ameaças.
Nota sobre fontes
As informações são baseadas em relatos oficiais do Ministério da Saúde do Líbano e em declarações públicas de autoridades israelenses. Não foram incluídas opiniões ou estimativas não verificadas.
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