- Brasil e Turquia firmaram acordo para trânsito e armazenamento temporário de exportações agropecuárias pelo território turco, evitando a passagem pelo estreito de Ormuz.
- Foi emitido o Certificado Veterinário Sanitário em Trânsito Direto pela Turquia, para produtos sujeitos a controles veterinários, com destino ao Oriente Médio e à Ásia Central.
- As novas regras sanitárias turcas para esses produtos motivaram a assinatura do acordo; a estrutura portuária já era utilizada por exportadores brasileiros.
- O certificado é apresentado como capaz de trazer mais segurança e previsibilidade aos exportadores brasileiros em um momento de instabilidade das rotas internacionais.
- O contexto envolve o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, que reduziu drasticamente o tráfego pelo estreito de Ormuz e impactou o petróleo, o comércio e a infraestrutura regional.
O Ministério da Agricultura informou na quinta-feira (26.mar.2026) um acordo com o governo da Turquia que autoriza o trânsito e o armazenamento temporário de exportações agropecuárias brasileiras pelo país transcontinental. A medida impede que mercadorias com destino ao Oriente Médio e Ásia Central atravessem o estreito de Ormuz. O certificado envolve trânsito direto pela Turquia ou armazenamento temporário.
O certificado veterinário sanitário, emitido pelo governo brasileiro, visa conferir mais segurança e previsibilidade aos exportadores em meio a instabilidades nas rotas internacionais. Estruturas portuárias turcas já eram utilizadas por exportadores do Brasil, mas novas regras sanitárias turcas justificaram a assinatura do acordo.
Estreito de Ormuz
A guerra entre EUA, Israel e Irã afeta diretamente o tráfego pelo estreito de Ormuz, principal rota de saída de petróleo. Em fevereiro, o número de travessias caiu de 4.140 para 125 em março, queda de 97%.
O conflito completa um mês neste sábado (28.mar.2026) e já soma mais de 3.000 mortos, com impactos globais na oferta de petróleo, preços e logística marítima. Quase 73% das vítimas estão no Irã, segundo relatos de monitoramento da região.
Ao longo do mês, a ofensiva destruiu mais de 60.000 estruturas civis, entre residências, estabelecimentos comerciais e unidades de saúde, conforme levantamento divulgado por organizações humanitárias. Os efeitos humanitários, contudo, vão além do campo militar, atingindo infraestrutura crítica no Oriente Médio.
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