- Cuba e os Estados Unidos afirmam estar em negociações bilaterais em meio a tensões, após o bloqueio de petróleo imposto por Donald Trump.
- O presidente cubano Miguel Díaz-Canel defende que as negociações ocorram com base na igualdade e no respeito mútuo, enquanto Trump faz declarações ameaçadoras.
- O jornal The New York Times citou que Washington poderia pressionar Díaz-Canel a deixar o poder, em troca de alívios de sanções e proteção à família Castro.
- Entre os atores influentes, destacam-se o presidente dos Estados Unidos, o Secretário de Estado Marco Rubio, o ex‑líder Raúl Castro e o próprio Díaz-Canel.
- Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto de Raúl Castro, é apontado como possível intermediário entre o governo cubano e Washington, com ligações à estrutura econômica controlada pela GAESA.
O governo cubano e os Estados Unidos afirmam estar em negociações bilaterais em meio a tensão regional. O bloqueio de petróleo imposto por Donald Trump é descrito como pressão para as conversas ganharem impulso. Cuba diz buscar tratativas com base na igualdade e no respeito mútuo.
Fontes da administração americana sugerem que um acordo pode ocorrer, visando aliviar sanções sem mudanças drásticas na liderança cubana. Informações foram veiculadas ao The New York Times e ao USA Today sobre possíveis caminhos para reduzir tensões.
A seguir, confira os principais atores que podem influenciar o futuro de Cuba e os possíveis desdobramentos.
Atores-chave no debate sobre Cuba
Donald Trump: presidente dos EUA, tem adotado discurso belicoso sobre Cuba e já sinalizou disposição de atuar com maior firmeza. Controla a política externa e de segurança que influencia a negociação.
Marco Rubio: secretário de Estado e conselheiro de Segurança Nacional, cubano-americano que lidera as negociações com representantes cubanos, segundo a imprensa. Sua atuação é vista como determinante para o rumo da mesa.
Raúl Castro: general emérito e influente na estrutura do Estado cubano, mantém papel influente mesmo sem cargos formais desde 2018. Participa das decisões estratégicas junto a Díaz-Canel.
Díaz-Canel e o atual governo cubano
Miguel Díaz-Canel: presidente de Cuba e líder do Partido Comunista. Assumiu em 2018 e enfrenta crise econômica e protestos de 2021. A condução das negociações é associada ao seu governo.
Raúl Guillermo Rodríguez Castro: neto de Raúl Castro, ligado ao círculo próximo ao poder, com histórico militar. Pode atuar como elo entre governo e setores econômicos ligados ao Estado.
Outros nomes relevantes
Manuel Marrero: primeiro-ministro desde 2019, com passagem no turismo; integra o politburo desde 2021 e aparece como figura de liderança em possíveis desdobramentos de políticas públicas.
Oscar Perez-Oliva Fraga: ministro do Comércio Exterior e vice-primeiro-ministro, com ascendência familiar ligada aos Castro. Tem ganhado espaço para iniciativas de atração de investimentos.
Este conjunto de atores sugere um tabuleiro complexo, com influências políticas e econômicas entre o governo cubano e o entorno do presidente americano, em um momento de grande vulnerabilidade e mudanças regionais.
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