- O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, repudiou a ação da polícia israelense que impediu o acesso do cardeal Pierbattista Pizzaballa e do monsenhor Francesco Ielpo à Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém oriental, no Domingo de Ramos.
- A nota destaca que houve restrições a fiéis cristãos e muçulmanos na Esplanada das Mesquitas durante o Ramadã, em Jerusalém oriental, e aponta violação do status quo dos locais sagrados.
- O Itamaraty cita o parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça, de dezoito de julho de dois mil e vinte e quatro, que afirma que a presença de Israel no Território Palestino Ocupado é ilícita.
- Segundo o patriarcado latino de Jerusalém, os líderes foram detidos no meio do caminho, em caráter privado, e obrigados a retornar, configurando grave precedente.
- Autoridades italianas também criticaram a decisão, com a primeira-ministra Giorgia Meloni destacando que o Santo Sepulcro é um lugar sagrado do cristianismo que deve ser preservado.
O governo brasileiro repudiou a restrição de acesso à Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém Oriental, impedindo a entrada do cardeal Pierbattista Pizzaballa e do custódio da Terra Santa, monsenhor Francesco Ielpo, na missa do Domingo de Ramos. O fato ocorreu neste domingo, 29, durante cerimônia de relevância religiosa.
Em nota oficial, o Itamaraty afirmou que as restrições se estendem a fiéis cristãos e muçulmanos na Esplanada das Mesquitas, durante o Ramadã, e ressaltou que violam o status quo dos locais sagrados e o direito à liberdade de culto. Também citou parecer da Corte Internacional de Justiça de julho de 2024.
Segundo o texto, Israel não está habilitado a exercer soberania sobre o Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental. O governo brasileiro disse que a continuidade dessas ações é grave e contrária ao direito internacional.
Restrição histórica em Jerusalém
O patriarcado latino de Jerusalém informou que líderes católicos foram impedidos de entrar na Igreja do Santo Sepulcro pela primeira vez em séculos no Domingo de Ramos. O episódio gerou críticas internacionais.
O policial israelense alegou segurança pública, afirmando que a Cidade Velha não permite veículos de grande porte entrarem na área. Autoridades italianas também condenaram o ocorrido como violação da liberdade religiosa.
O Patriarcado afirmou que Pizzaballa e Ielpo foram detidos no trajeto, em caráter privado, sem cerimônia, e obrigados a retornar. A instituição classificou a medida como desproporcional e irrazoável.
O episódio acompanha críticas globais sobre o conflito entre Israel e o Irã e restrições a locais religiosos na Cidade Velha, incluindo a Mesquita de Al-Aqsa e o Muro das Lamentações.
Com informações da CNN Internacional.
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