- Coreia do Norte realizou, neste domingo, um teste de motor de combustível sólido de alta potência para armamentos, acompanhado por o líder Kim Jong-un.
- A agência estatal KCNA informou que o motor tem empuxo máximo de 2.500 quilotoneladas e pode alcançar o território continental dos Estados Unidos.
- A ocasião ocorreu dias após Kim Jong-un discursar no parlamento, prometendo ampliar o status do país como potência nuclear.
- Especialistas veem o aumento de potência como indicativo de planejamento para múltiplas ogivas em um único míssil, visando ampliar capacidade de defesa/ataque.
- O teste integra o programa de cinco anos de expansão militar da Coreia do Norte, com foco no aprimoramento de meios de ataque estratégico.
A Coreia do Norte realizou neste domingo, 29 de março de 2026, um teste de motor de combustível sólido de alta potência para armamentos. A ação foi acompanhada pelo líder Kim Jong-un, segundo a agência estatal KCNA, que classificou o teste como um avanço militar estratégico.
O novo motor utiliza fibra de carbono e tem empuxo máximo de 2.500 quilotoneladas, valor superior ao registrado em ensaio anterior de 2025. A KCNA não informou o local nem o horário exatos do teste, limitando-se a confirmar a realização da atividade.
Segundo especialistas, o aumento de potência pode indicar planos de equipar mísseis com múltiplas ogivas, com potencial para maior resistência às defesas. O teste é visto como parte de um programa quinzenal de expansão militar de cinco anos, voltado ao aprimoramento de meios de ataque estratégico.
Analistas também ressaltam divergências sobre o estado tecnológico dos equipamentos, especialmente na capacidade de reentrada das ogivas. A escalada de testes ocorre em meio a esforços para ampliar o arsenal nuclear do país desde o fracasso das negociações com os EUA em 2019.
Em termos diplomáticos, o regime destacou, em discurso recente, a continuidade da postura nuclear e, ao mesmo tempo, sinalizou interesse em diálogo com os EUA, desde que haja retirada da exigência de desnuclearização como condição prévia. As informações repercutiram no radar internacional, com avaliações sobre impactos regionais e de segurança.
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