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Polícia impede acesso à Igreja do Santo Sepulcro no Domingo de Ramos

Polícia bloqueia entrada de líderes da Igreja do Santo Sepulcro no Domingo de Ramos, marco de tensões em Jerusalém e reação internacional

Cristãos reunidos em Jerusalém, eles se dirigiam à Igreja do Santo Sepulcro, onde os cristãos acreditam que Jesus foi sepultado antes de ressuscitar dos mortos três dias depois.
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  • Polícia israelense impediu que os principais líderes da Igreja do Santo Sepulcro entrassem para a missa do Domingo de Ramos, pela primeira vez em séculos.
  • O Patriarcado Latino de Jerusalém chamou o episódio de grave precedente e disse que desrespeita bilhões de fiéis ao redor do mundo.
  • Cardeal Pierbattista Pizzaballa e outro líder foram detidos no trajeto, em passeio privado, e obrigados a retornar.
  • O governo italiano criticou a decisão e prometeu convocar o embaixador de Israel; o gabinete do primeiro-ministro de Israel disse não haver intenção maliciosa, apenas preocupação com a segurança.
  • Autoridades destacaram que locais sagrados da Cidade Velha estavam fechados aos fiéis, com restrições de acesso ao Muro das Lamentações e à Mesquita de Al-Aqsa.

Pela primeira vez em séculos, líderes da Igreja do Santo Sepulcro foram impedidos de entrar na basílica em Jerusalém no Domingo de Ramos. Segundo o Patriarcado Latino de Jerusalém, a polícia israelense barrava a entrada para a celebração da missa, em meio a tensões religiosas.

O Patriarcado informou que dois altos funcionários da Igreja, incluindo o Cardeal Pierbattista Pizzaballa, foram detidos durante o deslocamento privado e obrigados a retornar. A instituição descreveu a ação como um precedente grave e desrespeitoso às tradições cristãs.

O episódio ocorre em meio a restrições de acesso a locais sagrados em Jerusalém Oriental, justificadas pelas autoridades como medidas de segurança. Recentemente, a cidade tem limitado a entrada a locais como o Muro das Lamentações, a Mesquita de Al-Aqsa e outros pontos sensíveis.

O governo italiano criticou a decisão, com a primeira-ministra Giorgia Meloni afirmando que o Santo Sepulcro necessita proteção e que impedir a entrada de líderes religiosos fere a liberdade religiosa. O chanceler Antonio Tajani também condenou o ato.

O gabinete do primeiro-ministro de Israel afirmou que não houve intenção maliciosa e que houve preocupação com a segurança dos participantes. Em seguida, o governo informou planos para facilitar cultos nos próximos dias, no contexto da Semana Santa.

A polícia explicou que os locais sagrados da Cidade Velha foram fechados aos fiéis, especialmente onde não há rotas com proteção padrão. A medida, segundo a autoridade, visa assegurar a segurança pública num entorno complexo.

Reações internacionais

Entidades religiosas e governos reiteraram preocupações com a liberdade de culto. Parlamentares e embaixadas viram o ocorrido como sinal de tensão entre segurança pública e direitos religiosos durante períodos sagrados.

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