- Ataques às duas maiores fundições de alumínio do Oriente Médio — Emirates Global Aluminium (EGA), em Al Taweelah (Abu Dhabi), e Aluminium Bahrain (Alba) — causaram danos significativos no fim de semana.
- Os ataques atingem fornecedores importantes dos Estados Unidos, já que o país depende de alumínio importado para suprir a demanda doméstica.
- O preço do alumínio na London Metal Exchange subiu cerca de seis por cento, chegando a aproximadamente US$ 3.492 por tonelada.
- Analistas afirmam que a retirada repentina de três milhões de toneladas de capacidade elevou o risco de interrupções na cadeia de suprimentos, dificultando a substituição.
- Há ceticismo sobre uma ligação direta com as forças armadas dos Estados Unidos; especialistas ressaltam incertezas sobre impactos militares e geopolíticos.
Com ataques às duas maiores fundições de alumínio do Oriente Médio, o Irã atingiu fornecedores importantes dos Estados Unidos de um metal estratégico. O episódio ocorreu no fim de semana, quando as unidades de Al Taweelah, em Abu Dhabi, e da Aluminium Bahrain foram atingidas. A Reuters aponta que as instalações têm capacidade combinada de cerca de 3,1 milhões de toneladas por ano, suficientes para impactar o fluxo de alumínio no mercado americano.
As empresas não divulgaram atualizações sobre o estado operacional desde o ataque. Especialistas afirmam que o risco de interrupção vai além de dificuldades logísticas marítimas, elevando a preocupação com a continuidade da produção na região. Analistas destacam que a perda de capacidade repentina tende a ser difícil de compensar no curto prazo.
Impacto nos preços e no mercado
O preço do alumínio na London Metal Exchange subiu cerca de 6% na segunda-feira, chegando a aproximadamente 3.492 dólares por tonelada. Observa-se que a retirada de até 3 milhões de toneladas de capacidade não possui substituição imediata em mercados interrompidos.
Dependência dos EUA e contexto geopolítico
A produção doméstica de alumínio nos EUA é pequena frente aos volumes do Oriente Médio. Dados dos EUA indicam dependência líquida de 60% de importações e produção primária de 660 mil toneladas em 2025, bem abaixo de produtores regionais. Em 2024, importações totais de alumínio somaram 3,4 milhões de toneladas, com cerca de 22% vindo do Oriente Médio.
A região do Golfo representa o grosso da produção de alumínio local, com Emirados Árabes Unidos e Bahrain entre os grandes fornecedores para os EUA. O Irã declarou que as empresas afetadas estavam ligadas a indústrias militares dos EUA, em um tom de escalada que acompanha ataques recentes na região. Analistas, no entanto, ressaltam que não há cadeia direta comprovada entre as forças armadas americanas e as operações das fábricas atacadas.
Os especialistas destacam que, mesmo sem ligação direta, o ataque pode alterar o cenário de riscos para cadeias de suprimento globais, já que o alumínio é usado em setores como indústria automotiva e embalagens. A tensão regional pode influenciar planejamento e custos de produção em diversas economias, especialmente as dependentes de metais de terceiros.
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