- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que não está claro como as decisões são tomadas no Irã e que o novo líder supremo Mojtaba Khamenei ainda não foi visto nem ouvido.
- Rubio afirmou que os objetivos dos EUA não dizem respeito à liderança, apesar de Trump ter mencionado preferência por uma mudança no Irã.
- Há mensagens e conversas diretas em andamento entre pessoas dentro do Irã e os Estados Unidos, principalmente por meio de intermediários, com algum diálogo ocorrendo.
- Os EUA exigem que o Irã nunca tenha armas nucleares, pare de patrocinar o terrorismo e pare de desenvolver armas que ameaçam vizinhos; o Irã deve tomar medidas demonstráveis para encerrar qualquer ambição nuclear.
- Se o Irã quiser energia nuclear, deve seguir o modelo de outros países da região e importá-la; Rubio disse que a exigência de soberania sobre o Estreito de Ormuz é inaceitável e ilegal.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou na segunda-feira, 30, que não está claro como as decisões são tomadas dentro do Irã. Ele fez as declarações em entrevista à Al Jazeera, em meio a tentativas de Washington de fechar um acordo para encerrar o conflito.
Rubio destacou a falta de visibilidade sobre a autoridade do novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, dizendo que ninguém o viu ou ouviu falar dele. O enfoque foi observado como parte da opacidade política em Teerã.
O chanceler americano também mencionou que há conversas indiretas entre autoridades iranianas e diplomatas dos EUA, mediadas por terceiros, sem grandes anúncios públicos. As negociações visam reduzir o risco de guerra e reativar acordos diplomáticos.
Entre as condições dos EUA, Rubio reiterou metas de longo prazo: impedir que o Irã tenha armas nucleares, interromper o patrocínio a grupos terroristas e cessar o desenvolvimento de armamentos que possam ameaçar vizinhos.
Ele afirmou que o Irã precisa adotar medidas verificáveis para demonstrar que não busca armas nucleares. Também sugeriu que, se o Irã desejar energia nuclear, deve adotar um caminho comum com outros países da região.
Sobre o Estreito de Ormuz, Rubio disse que a exigência de soberania plena sobre a rota marítima é considerada inaceitável. Segundo ele, essa condição não seria aceita pelos Estados Unidos nem pela comunidade internacional.
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