- Um petroleiro russo, Anatoly Kolodkin, com cerca de 730 mil barris de petróleo, chegou ao porto de Matanzas, em Cuba, nesta segunda-feira, após Trump permitir que o bloqueio de combustível fosse rompido.
- O Ministério russo confirmou a chegada; a CNN não verificou de forma independente a posição do navio, mas dados de rastreamento indicavam aproximação à costa cubana.
- Washington aumentou a pressão sobre Cuba, cortando o petróleo venezuelano e ameaçando sanções a outros países, classificando Havana como ameaça extraordinária.
- Trump afirmou, a bordo do Air Force One, que não se importaria com quem envia petróleo a Cuba, desde que as pessoas tenham aquecimento, refrigeração e serviços essenciais.
- A crise energética provocou apagões frequentes, acúmulo de lixo, problemas em hospitais e protestos locais em várias cidades, com a rede elétrica muitas vezes desativada.
Um petroleiro russo chegou a Cuba nesta segunda-feira, 30, após o presidente dos EUA, Donald Trump, permitir que a embarcação rompesse o bloqueio de combustível imposto à ilha. O carregamento, estimado em cerca de 730 mil barris, chegou ao porto de Matanzas, segundo o Ministério dos Transportes da Rússia.
A tripulação do navio Anatoly Kolodkin confirmou a chegada. A CNN não verificou de forma independente a localização da embarcação, mas dados de MarineTraffic indicavam que o navio estava próximo à costa cubana pela manhã de hoje. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a navegação ocorreu após conversa com autoridades americanas.
Nos últimos meses, Washington intensificou a pressão sobre Havana, cortando o petróleo venezuelano — principal fornecedora anterior — e sinalizando possíveis sanções a demais parceiros. Cabem a Cuba impactos severos na oferta de combustível, energia e serviços essenciais.
O bloqueio de petróleo resultou em apagões frequentes, acúmulo de lixo e dificuldades de funcionamento de hospitais na capital e em outras cidades. Hospitais enfrentam problemas para manter salas de cirurgia e atendimento devido à queda de energia.
Trump confirmou, em comentário a bordo do Air Force One, que um navio estava a caminho de Cuba, dizendo que o envio seria aceito para a sobrevivência da população. O presidente afirmou não se importar com a origem do petróleo, desde que Cuba tenha aquecimento, refrigeração e itens básicos.
Cuba deixou de receber petróleo da Venezuela após a captura do presidente Nicolás Maduro no início do ano. Envios de outros países, incluindo o México, também foram suspensos ante ameaças de sanções anunciadas pelos EUA. A ilha enfrenta escassez de combustível e deterioração da infraestrutura.
A crise energética provocou impacto em serviços públicos e no transporte de alimentos, gerando protestos ocasionais em algumas cidades, com moradores manifestando em praças públicas.
Na semana passada, o Kremlin comunicou que está em contato com o governo cubano para discutir possíveis formas de ajuda, sem mencionar explicitamente o envio de petroleiros.
Trump, ao ser questionado sobre críticas ao benefício a Cuba, minimizou o efeito, afirmando que a perda de uma carga seria localizada e que o país poderia se sustentar com o apoio de aliados.
Contexto internacional
As autoridades cubanas buscam alternativas para mitigar a crise energética, enquanto a relação entre Washington e Havana permanece tensa. O fluxo de combustível externo ainda é tema sensível na geopolítica regional. O desfecho dependerá de negociações e de respostas a eventuais sanções.
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