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Comunidade artística mexicana exige transparência na gestão de coleção

Mais de trezentos profissionais da cultura mexicana exigem transparência na gestão da Gelman Santander Collection, buscando garantia de exibição prioritized no México e fim de exportação permanente.

Frida Kahlo’s Self-Portrait with Necklace (1933) © 2026 Banco de México Diego Rivera Frida Kahlo Museums Trust, Mexico, D.F. / VEGAP. Photo: Gerardo Suter
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  • Mais de 350 profissionais culturais assinam carta pedindo transparência e cumprimento da legislação de patrimônio na gestão da Gelman Santander Collection, que reúne obras de Frida Kahlo, Diego Rivera, José Clemente Orozco, María Izquierdo e outros.
  • A coleção, privada, envolve 30 obras consideradas monumentos artísticos nacionais, sob supervisão do Instituto Nacional de Bellas Artes e Literatura, com Kahlo passando por regras de exportação especialmente restritas.
  • O Banco Santander passou a gerir conservação, pesquisa e exibição de parte da coleção, incluindo 160 obras, com apresentações previstas no México e em espaços internacionais, após acordo com a família Zambrano.
  • As regras de exportação costumam prever licenças temporárias de um a dois anos; a instituição mexicana visa renovar por cinco anos, conforme divulgação do Instituto, enquanto a coletânea segue sob avaliação de autoridades.
  • Os signatários defendem prioridade de exposição no México e maior transparência, sem questionar a propriedade, cobrando também que exibições sejam renegociadas para locais públicos ou privados no país.

A comunidade cultural do México exige maior transparência na gestão da Gelman Santander Collection, conjunto de obras de Frida Kahlo, Diego Rivera, José Clemente Orozco, María Izquierdo e outros, conforme carta aberta de mais de 300 profissionais. O grupo pede clareza institucional e cumprimento de leis de patrimônio.

A coleção, considerada uma das mais importantes do século XX, é privada, mas envolve 30 obras com status de monumentos artísticos nacionais, sob supervisão do INBAL. Entre os signatários estão o curador Cuauhtémoc Medina e artistas como Mónica Meyer e Teresa Margolles.

O futuro da Gelman Santander Collection ganhou contorno após a Zambrano family anunciar, em 2023, a aquisição pela Monterrey, com o Banco Santander assumindo gestão de conservação, pesquisa e exposição de 160 obras, reformulando a atuação sob o rótulo Gelman Santander Collection.

Mesmo com a nova gestão, as obras enfrentam restrições legais de exportação. Obras de Kahlo, Rivera e Orozco têm regras distintas; Kahlo permanece com proibição de exportação permanente, com licenças de empréstimo temporário, segundo especialistas e documentos oficiais.

A recente exposição em curso no México, com obras de Kahlo, Rivera e outras, provoca debates sobre a natureza do empréstimo e a proteção legal. A diretora do INBAL, Alejandra de la Paz, mencionou renovação de empréstimos com prazo de cinco anos, situação que ainda precisa de pactos formais.

O grupo Defenda la Colección Gelman e outras entidades solicitam transparência do INBAL quanto às licenças de exportação e reivindicam prioridade na exibição permanente no México, seja em instituição pública ou privada. A defesa busca evitar riscos a legados de Kahlo.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, reiterou o interesse de manter a coleção no país durante conferência, destacando a necessidade de diálogo com os detentores da posse. A controvérsia envolve ainda decisões sobre futuras mostras internacionais da Gelman Kahlo.

Em mudança recente, peritos indicam que o acordo envolve um empréstimo de até cinco anos com renovação subsequente, mantendo a propriedade com a família Zambrano. Há expectativa de que novas etapas sejam discutidas entre bancos, autoridades e museus mexicanos para a memória artística nacional.

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