- Processo federal alega que o jogo Assassin’s Creed Valhalla desencadeou psicose em um homem na unidade de saúde mental de Minnesota, que acabou mortando um veterano da Guarda Nacional de Minnesota.
- Abdirashi Hussein foi morto na véspera de Ano Novo de 2023; Abshir Mohamed Hussein atua como administrador dos parentes mais próximos dele.
- A ação cita o Departamento de Serviços Humanos de Minnesota, à época responsável pelo Programa de Saúde Mental Forense em St. Peter, e cinco funcionários da agência.
- O incidente ocorreu na Sala de Atividades da Vue Norte da instituição, onde o suspeito, David Otey, jogava o jogo; Otey tinha histórico de violência e foi considerado inocente por motivo de doença mental em 2018.
- O processo alega falhas da equipe em impedir o uso do videogame e pede indenização de pelo menos US$ 1 milhão, além de questionar violações da 14ª Emenda.
Um processo federal, aberto na segunda-feira, acusa que o jogo Assassin’s Creed Valhalla desencadeou uma psicose em um residente de uma unidade de saúde mental em Minnesota, nos EUA. O ataque resultou na morte de um veterano da Guarda Nacional de Minnesota, segundo registros judiciais.
Abdirashi Hussein, cuja família é representada por Abshir Mohamed Hussein no processo, morreu na véspera de Ano Novo de 2023. A ação aponta o Departamento de Serviços Humanos de Minnesota, que na época supervisionava o Programa de Saúde Mental Forense em St. Peter, além de cinco funcionários da agência.
A denúncia descreve um histórico clínico de Abdirashi e informa que ele foi internado involuntariamente em 2020. Em 2022, transferiu-se para o Campus Norte da unidade, que abriga pacientes que estão próximos da reintegração à comunidade.
Detalhes do caso
Segundo o processo, o agressor, identificado como David Otey, era colega de quarto de Abdirashi Hussein no Campus Norte. Otey havia sido internado pela doença mental e, em 2022-2023, mostrou sinais de risco, com isolamento e pensamentos delirantes.
O documento afirma que Otey estava no setor de atividades jogando videogame na noite do assassinato. A sala utilizava um console com jogos violentos, conforme a denúncia. A política estatal proíbe jogos com temas criminóneos para pacientes da unidade.
A ação sustenta que a equipe da unidade falhou em impedir Otey de jogar e que três funcionários violaram a 14ª Emenda ao não proteger Abdirashi Hussein. O processo também alega negligência que contribuiu para a morte.
Otey já havia sido considerado inocente por motivo de doença mental após um ataque anterior e, em 2020, havia sido internado como doente mental e perigoso. Em 2023, foi declarado elegível para saídas temporárias para a comunidade.
A Minnesota Direct Care and Treatments, responsável pela unidade, informou que está revisando o caso. O CEO Marshal Smith destacou a tragédia e expressou pesar aos familiares de Abdirashi Hussein.
Abshir Mohamed Hussein busca indenização de pelo menos 1 milhão de dólares, conforme a documentação, para cobrir danos aos familiares do falecido.
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