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Torre Montparnasse: metamorfose em meio a controvérsia na capital

Renzo Piano comanda remodelação da Torre Montparnasse, visando torná-la mais leve e conectada, com terraços verdes e jardim na cobertura, orçada em setecentos milhões de euros

Torre Montparnasse: a odisseia da remodelação do edifício mais odiado de Paris — Foto: Alexander Spatari/Getty Images
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  • Renzo Piano é o arquiteto responsável pela remodelação da Torre Montparnasse, cuja obra original foi inaugurada em 1973 e é considerada o edifício mais odiado de Paris.
  • A proposta, coordenada pelo coletivo Nouvelle AOM, faz parte do concurso Demain Montparnasse, com foco em repensar o patrimônio da cidade e revitalizar o conjunto.
  • O projeto prevê torre mais leve e transparente, com terraços arborizados que se conectam ao bairro e culminam num grande jardim na cobertura.
  • O centro comercial sob a torre será reformado por Renzo Piano, com orçamento inicial estimado em 700 milhões de euros, visando integrar a área ao entorno.
  • Críticas já surgem, incluindo oposição de políticos locais e ecologistas, que questionam o viés comercial do projeto e o impacto turístico; a torre deve ficar fechada ao público no fim de março para as obras começarem.

A Torre Montparnasse, símbolo do skyline de Paris desde 1973, passa por remodelação sob a liderança de Renzo Piano. O projeto visa transformar o edifício, antes alvo de críticas, em uma unidade mais integrada com o entorno da cidade.

A associação Nouvelle AOM coordena o concurso internacional Demain Montparnasse, oferecendo uma leitura nova para o arranha-céu. Três escritórios parisienses unidos buscam revitalizar o entorno degradado, com foco em espaços públicos e acessibilidade.

A proposta prevê uma torre mais leve e transparente, com terraços ajardinados que se conectam a uma praça arborizada na base. O objetivo é transformar o complexos em uma extensão do bairro, fortalecendo pedestres e a vida urbana.

Renzo Piano assume a renovação do centro comercial da torre, que ficará sob sua gestão. O arquiteto, famoso pelo Centro Pompidou, busca integrar a estrutura ao tecido urbano sem demolir o conjunto, exigindo orçamento inicial de cerca de 700 milhões de euros.

A decisão de deslocar o foco para uma abordagem menos ambiciosa, diante da rejeição de redesenhos propostos por ex-parceiro Richard Rogers, mira evitar demolição. O plano é manter a torre, ajustando-a para uso público e turístico.

As primeiras críticas já surgem. Oppositores apontam excesso comercial e pouca área pública, enquanto ecologistas ressaltam a dependência de turismo. A cidade também analisa impactos de pombais no teto do centro comercial atual.

A previsão é desocupar e fechar a torre ao público no fim de março, permitindo o início das obras. Enquanto isso, o debate sobre o peso do turismo e o papel do espaço público segue aquecido entre moradores e partidos.

A reforma da Montparnasse é apresentada como uma oportunidade de resgatar o espírito histórico do bairro, inspirado em Montparnasse dos anos 1920. A meta é criar uma relação mais direta entre arquitetura, cidade e convivência urbana.

Fonte: matéria originalmente publicada na Architectural Digest Espanha.

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