- Trump disse que os EUA sairão do Irã “muito em breve”, possivelmente em duas ou três semanas, na Casa Branca.
- O conflito começou em 28 de fevereiro, com ataque coordenado entre EUA e Israel que, segundo autoridades, matou o líder supremo Ali Khamenei; Washington afirma ter destruído dezenas de navios iranianos e outros alvos militares.
- Em retaliação, o Irã atacou vários países da região, enquanto Israel realizou ofensivas aéreas no Líbano; centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.
- A agência de direitos humanos aponta mais de 1.750 civis mortos no Irã; os EUA registraram ao menos 13 mortes de soldados em relação direta aos ataques.
- Com a morte de boa parte da liderança, Mojtaba Khamenei foi eleito novo líder supremo; Trump classificou a escolha como um “grande erro” e disse que Mojtaba seria inaceitável para a liderança iraniana.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que os Estados Unidos deixarão o Irã “muito em breve”. Em registro feito a repórteres na Casa Branca, ele disse que a saída pode ocorrer em duas ou três semanas.
Segundo Trump, a retirada deve acontecer em breve, sem detalhar condições, prazos adicionais ou etapas do processo. A declaração ocorre em meio a uma escalada de violência entre EUA, Israel e Irã na região.
O conflito no Oriente Médio teria começado no dia 28 de fevereiro, com um ataque coordenado que, segundo Washington, resultou na morte do líder iraniano Ali Khamenei em Teerã. As autoridades iranianas também afirmam ter atacado alvos diversos na região.
O governo dos Estados Unidos alega ter destruído dezenas de navios iranianos, além de sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares. Em retaliação, o Irã teria atacado países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Kuwait, entre outros.
O conflito se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, teria atacado território israelense. Em resposta, Israel realizou ofensivas aéreas contra alvos no território vizinho. Há relatos de centenas de mortos no Líbano desde o início das hostilidades.
Com a morte de parte da liderança, um conselho iraniano escolheu Mojtaba Khamenei como novo líder supremo. Especialistas apontam que o herdeiro não deverá promover mudanças estruturais significativas e representa continuidade da repressão, segundo avaliações.
Donald Trump reagiu à escolha, classificando-a como um “grande erro” e destacando que o líder iraniano deveria participar do processo. O presidente também reiterou a posição de envolvimento direto dos Estados Unidos na questão.
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