- França, Itália e Espanha recusaram apoio operacional dos EUA e de Israel na guerra contra o Irã, ampliando tensões com a Otan.
- França negou uso de seu espaço aéreo para aeronaves transportando armas norte‑americanas destinadas ao Irã.
- Itália não autorizou pouso de bombardeiros dos EUA na base de Sigonella, na Sicília, sem consulta prévia conforme regras de uso.
- Espanha confirmou fechamento de seu espaço aéreo para aviões dos EUA envolvidos nos ataques ao Irã, mantendo bases apenas para defesa coletiva da Otan.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, já havia chamado aliados da Otan de “covardes” por não apoiarem a operação contra o Irã.
Neste terça-feira (31), França, Itália e Espanha anunciaram restrições a ações militares envolvendo EUA e Israel no Irã, ampliando divergências dentro da Otan. As decisões ocorrem num contexto de tensões entre Washington e seus aliados sobre a guerra no Irã.
França negou autorização para que aviões com destino a Israel cruzassem seu espaço aéreo com armas destinadas ao conflito, segundo fontes familiarizadas com o assunto. A recusa ocorreu no fim de semana, marcando a primeira oposição franca desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.
Na Itália, autoridades disseram ter negado a passagem de aeronaves militares dos EUA para a base de Sigonella, na Sicília, antes de seguirem ao Oriente Médio. A recusa ocorreu porque não houve pedido formal nem consulta à liderança militar, requisito previsto em tratados de uso da base.
A Espanha foi mais contundente: o espaço aéreo para aviões dos EUA envolvidos em ataques ao Irã foi fechado. O governo espanhol afirmou que só permitiria uso de suas bases para defesa coletiva da Otan, reiterando a posição contrária à ofensiva atual.
Reações e desdobramentos
As ações mostram como as alianças da Otan estão divididas sobre a estratégia contra o Irã. Oito fontes próximas ao tema afirmam que a postura espanhola, aliada a frança e à Itália, sinaliza uma mudança de postura entre parceiros europeus.
Especialistas destacam que a decisão de negar espaço aéreo e bases pode complicar operações logísticas dos EUA e de Israel, exigindo ajustes de planejamento e rotas alternativas de transporte e reabastecimento.
O governo dos EUA não comentou imediatamente as medidas adversas europeias, enquanto a França, a Itália e a Espanha evitaram falar oficialmente sobre as decisões, limitando-se a confirmar posições nacionais.
Entre na conversa da comunidade