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China e Paquistão apresentam plano para encerrar conflito no Irã

China e Paquistão apresentam plano de paz com cessar-fogo e passagem de navios civis no estreito de Ormuz, buscando negociações e respeito ao direito internacional

O plano foi apresentado durante um encontro do ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, com o vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, em Pequim, na 3ª feira (31.mar)
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  • China e Paquistão apresentaram um plano de paz com cinco pontos para encerrar a guerra entre EUA, Israel e Irã, incluindo cessar-fogo imediato.
  • O documento defende a passagem segura de navios civis e comerciais pelo estreito de Ormuz, que está quase fechado pelo Irã.
  • Propõe início rápido das negociações, com respeito à soberania iraniana e à segurança dos Estados do Golfo.
  • Inclui proteção de civis e de alvos não militares, cumprimento do direito internacional humanitário e proteção de infraestruturas críticas.
  • O plano ainda não recebeu resposta das partes envolvidas; EUA dizem estar em contato com o Irã para um acordo, em meio a especulações sobre negociações futuras.

A China e o Paquistão apresentaram um plano de paz para encerrar o conflito entre EUA, Israel e Irã. O documento foi divulgado em Pequim, durante reunião entre Wang Yi, ministro das Relações Exteriores da China, Ishaq Dar, vice-primeiro-ministro e chanceler do Paquistão, na terça-feira, 31 de março de 2026.

O plano prevê um cessar-fogo imediato e a passagem de navios civis e comerciais pelo estreito de Ormuz, atual jail de tráfego estratégico. A proposta surge em meio a uma guerra que tem intensificado ataques e pressionado a navegação global.

Proposta de cinco pontos

  • Cessação imediata das hostilidades e facilitação de assistência humanitária em todas as áreas atingidas pela guerra.
  • Início das negociações de paz o mais breve possível, com salvaguarda da soberania, integridade territorial e segurança do Irã e dos países do Golfo.
  • Proteção de alvos não militares e respeito ao Direito Internacional Humanitário, com interrupção de ataques a civis, infraestruturas críticas e instalações nucleares pacíficas.
  • Segurança das rotas marítimas, especialmente no estreito de Ormuz, com passagem rápida e segura de navios civis e comerciais.
  • Fortalecimento da primazia da Carta das Nações Unidas e apoio à conclusão de um acordo para um quadro de paz duradoura, com prática multilateral.

A iniciativa recebeu apoio diplomático potencial, pois o Paquistão atua como mediador entre EUA e Irã, com a China mantendo papel ativo na coordenação de cessar-fogo desde fevereiro. Em paralelo, Washington afirma manter contato com Teerã para um acordo definitivo.

A negociação entre EUA e Irã permanece incerta. O Irã nega contato direto com os EUA, enquanto Trump afirmou que o regime iraniano aceitou grande parte de exigências norte-americanas para encerrar o conflito. Autoridades dos EUA sinalizam dias decisivos para o desfecho.

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