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EAU e Bahrein apresentam no CSNU medidas para liberar o Estreito de Ormuz

Emirados Árabes Unidos e Bahrein pressionam a ONU por medidas para liberar o estreito de Ormuz; China e Rússia podem bloquear a aprovação, mesmo com apoio dos EUA

Estreito de Ormuz pode passar a cobrar taxas das embarcações de petróleo
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  • Emirados Árabes Unidos e Bahrein apresentaram ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas uma proposta para proteger a navegação no estreito de Ormuz, incluindo medidas que podem incluir o uso da força, conforme carta enviada aos líderes da ONU.
  • A versão revisada da proposta, apresentada pelo Bahrein, remove explicitamente a autorização para ação militar, mas mantém linguagem associada a ela para proteger o tráfego comercial na hidrovia.
  • A votação da nova versão está marcada para amanhã, conforme diplomata da ONU.
  • O texto original, que estava sob o Capítulo Sete da Carta da ONU, permitia ao Conselho impor sanções ou usar a força, mas enfrentava a resistência de China e Rússia no Conselho de Segurança.
  • Os Estados Unidos e os países do Golfo, incluindo os Emirados Árabes Unidos, continuam defendendo a proposta, apesar de a linguagem atenuada ainda enfrentar ceticismo de Pequim e Moscou.

O Conselho de Segurança da ONU pode votar amanhã uma versão revisada da proposta dos Emirados Árabes Unidos e Bahrein para proteger a navegação no estreito de Ormuz. A ideia envolve medidas que, em sua versão original, contemplavam autorização para uso da força caso seja necessário. As informações são de veículos internacionais que acompanharam o tema.

Segundo a carta dos Emirados ao secretário-geral António Guterres, a meta é garantir a navegação segura e protegida, bem como os direitos de passagem no estreito. O documento foi visto pela Bloomberg e endereçado ao presidente do Conselho de Segurança, Mohamed Abushahab. A linguagem enfatiza proteção da hidrovia e liberdades de navegação.

Uma versão reformulada do Bahrein, obtida pela Associated Press, retira explicitamente a autorização para ações militares, mantendo, porém, linguagem associada a esse tipo de medida. A mudança sugere um texto mais conservador, ainda focado na proteção do tráfego comercial na rota estratégica.

Contexto no Conselho de Segurança

A narrativa enfrenta resistência de China e Rússia, aliados do Irã no Conselho, que possuem poder de veto. Mesmo com o apoio dos EUA e de países do Golfo, a dificuldade persiste para aprovar qualquer texto sob o Capítulo Sete da Carta da ONU, que autoriza ações que vão de sanções ao uso da força.

Diplomatas indicam que, embora a versão atenuada seja vista como menos arriscada para passar, ainda assim deverá enfrentar escrutínio. O objetivo é obter os votos necessários entre os 15 membros, para colocar a resolução em andamento no Conselho.

Perspectivas de votação

Com o apoio de Estados Unidos e aliados do Golfo, a proposta recebe atenção internacional, mas a resistência de Pequim e Moscou permanece central. A votação está marcada para ocorrer em breve, com diplomatas destacando que o resultado pode influenciar a dinâmica de segurança no Golfo Pérsico e no comércio global.

A iniciativa reflete a preocupação com a livre passagem pelo estreito de Ormuz, por onde transitam grandes volumes de petróleo e gás. A agenda inclui avaliar medidas de proteção à navegação sem prejudicar o calendário diplomático entre as potências envolvidas.

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