- O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, publicou uma carta aberta aos cidadãos dos EUA dizendo que o Irã não nutre inimizade contra o povo americano.
- Ele convida os norte-americanos a olhar além da “máquina de desinformação” e questionar se a escalada militar no Oriente Médio serve aos interesses do público dos EUA.
- Pezeshkian criticou a política externa dos Estados Unidos, sugerindo que Washington atua como procurador de Israel e questionando o lema America First.
- O líder iraniano condenou bombardeios à infraestrutura iraniana, qualificando-os como crimes de guerra que afetam civis, e criticou a retórica de agressão de líderes ocidentais.
- A carta sustenta que o Irã cumpriu seus acordos, acusa a retirada dos EUA de acordos de ter sido destrutiva e aponta a necessidade de engajamento versus confronto para o futuro global.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, divulgou nesta quarta-feira uma carta aberta destinada ao povo dos Estados Unidos, reafirmando que o Irã não nutre inimizade com cidadãos americanos. A mensagem pede que leitores ignorem relatos selados pela chamada máquina de desinformação e analisem se a escalada militar no Oriente Médio atende aos interesses da sociedade norte-americana.
Na carta, Pezeshkian convoca o público a observar o desempenho de imigrantes iranianos em universidades e empresas de tecnologia no Ocidente como indicativo da índole de seu povo, sem citar dados específicos. O objetivo é separar decisões do governo dos EUA do sentimento da população.
A publicação ocorre minutos antes do discurso previsto de Donald Trump, então presidente dos EUA, sobre a guerra no Irã. O texto também desloca o foco para a política externa norte-americana, questionando prioridades e o papel de Israel na atual conjuntura.
Influência regional e críticas à política externa
Pezeshkian afirma que a política externa dos EUA tem se alinhado com interesses de provocação e que a visão de América First pode não refletir a realidade regional. O dirigente sustenta que os EUA atuam como procuradores de Israel, segundo a leitura do Iran.
O líder iraniano acusa Israel de ter fabricado a ameaça iraniana para desviar a atenção de crimes cometidos na região. Questiona se Washington está disposto a suportar o custo de um confronto prolongado, incluindo apoio financeiro e militar.
Crimes de guerra, sanções e resposta da sociedade
O discurso de Pezeshkian também critica ataques a infraestrutura iraniana, como fábricas e instalações farmacêuticas, classificando-os como crimes de guerra que afetam civis. A carta afirma que tais ações não demonstram força, mas provocam instabilidade e ressentimento duradouro.
O documento ressalta que o Irã cumpriu compromissos em negociações passadas, enquanto aponta que escolhas americanas, como retirada de acordos e escalada de confronto, contribuíram para a deterioração das relações.
Caminhos para o futuro e encruzilhada global
Ao final, Pezeshkian afirma que o mundo encara uma bifurcação entre confronto e engajamento, enfatizando a necessidade de soluções que protejam cidadãos comuns. O Irã apresenta o histórico de superação de pressões externas como fundamento para uma postura mais firme diante de agressões.
A carta encerra enfatizando que a persa civilização já enfrentou variados agressores ao longo de milênios, mantendo-se resiliente e orgulhosa, independentemente das pressões externas. Fontes oficiais mantêm o tom institucional da comunicação.
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