- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista ao Daily Telegraph que considera fortemente deixar a Otan, depois que aliados não apoiaram a ação militar contra o Irã. Chamou a aliança de “tigre de papel e disse que sair está além de reconsideração.
- Trump disse que nunca foi influenciado pela Otan e afirmou que Putin também sabe que é um “tigre de papel”.
- Antes das eleições de meio de mandato, o aumento de petróleo e combustíveis pesa nas finanças das famílias americanas; pesquisa da Reuters/Ipsos aponta que dois terços dos norte-americanos querem que os EUA saiam da guerra do Irã rapidamente.
- O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que outros países precisam estar preparados para ajudar a reabrir o estreito de Ormuz; o secretário de Estado, Marco Rubio, disse à Fox News que Washington reexaminaria o relacionamento com a Otan após o conflito.
- Os Emirados Árabes Unidos estariam se preparando para ajudar os EUA a abrir o estreito, buscando resolução da ONU para a ação e sugerindo ocupação de ilhas estratégicas; a Guarda Revolucionária do Irã ameaçou 18 empresas americanas, listando companhias como Microsoft, Google, Apple, Intel, IBM, Tesla e Boeing. Trump afirmou não estar preocupado com as ameaças.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país está considerando fortemente deixar a Otan após a falta de apoio dos aliados a uma ação contra o Irã. A defesa dessa posição foi feita em entrevista ao jornal Daily Telegraph.
Trump classificou a Otan de tigre de papel e disse que a ideia de abandonar o pacto de defesa está além de uma simples reconsideração. Ele afirmou ter dúvidas antigas sobre a credibilidade da aliança e argumentou que não foi influenciado pela organização.
A vereficação pública ocorre em meio a pressões políticas antes das eleições de meio de mandato, com aumentos de preços de petróleo refletindo na economia familiar. Pesquisas indicam que parcela significativa dos norte-americanos apoia uma saída rápida do conflito no Irã.
Reações e desdobramentos
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que outros países devem se impor para abrir o estreito de Ormuz, alinhando-se com críticas de Trump. Marco Rubio disse à Fox News que Washington reavalia o relacionamento com a Otan após o conflito.
Os Emirados Árabes Unidos teriam sinalizado disposição de ajudar a abrir o estreito, segundo o Wall Street Journal, buscando apoio no Conselho de Segurança da ONU para a ação. O Irã respondeu com novas ameaças a empresas americanas na região, marcando tensão adicional na região.
Trump foi questionado sobre a possibilidade de riscos diante de ameaças, e afirmou não se sentir preocupado. O tema permanece sob análise, sem anúncio oficial de saída da Otan até o momento.
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