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Trump pode levar os EUA a deixar a Otan?

Trump ameaça retirar os Estados Unidos da Otan, mas lei exige aprovação do Senado com dois terços, mantendo a aliança sob escrutínio

Presidente dos EUA, Donald Trump, em entrevista coletiva durante cúpula da Otan em Haia
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  • Trump criticou a Otan e chegou a dizer que consideraria retirar os Estados Unidos da aliança durante a guerra com o Irã.
  • Uma lei de 2023 proíbe a retirada do Tratado do Atlântico Norte sem parecer favorável do Senado, com maioria de dois terços, ou sem nova lei do Congresso.
  • O texto foi coautorado pelo senador Marco Rubio e pelo senador Tim Kaine.
  • O senador Thom Tillis afirmou que o presidente não pode se retirar da Otan sem a aprovação do Congresso.
  • Há dúvidas legais sobre o tema: parecer jurídico de 2020 aponta autoridade exclusiva do presidente sobre tratados, enquanto estudo do Serviço de Pesquisa do Congresso aponta que tribunais podem analisar o tema.

Donald Trump sugere retirar os Estados Unidos da Otan, em meio a críticas à aliança durante a guerra no Irã. Em entrevistas recentes, ele comentou essa possibilidade, mas o tema encontra entraves legais e institucionais.

A Otan foi criada em 1949 para manter a paz entre Europa e América do Norte. As declarações de Trump contrastam com o arcabouço que rege a saída do tratado, que envolve o Congresso e senadores.

Segundo a legislação aprovada em 2023, o presidente não pode suspender ou retirar os EUA da Otan sem parecer favorável do Senado, com aprovação de dois terços dos presentes, ou por meio de lei do Congresso.

O texto foi coautorado pelo então senador Marco Rubio, hoje secretário de Estado, e pelo senador Tim Kaine, da Virgínia. O objetivo é exigir apoio parlamentar para qualquer rompimento com a aliança.

Em entrevista ao programa This Week, da ABC, o senador Thom Tillis afirmou que não é verdade que Trump possa se retirar sem o Congresso. Ele disse que o presidente pode tornar a relação inoperante, mas não romper unilateralmente.

Ainda há divergências jurídicas. Um parecer de 2020 do Escritório de Consultoria Jurídica do Departamento de Justiça aponta autoridade exclusiva do presidente sobre tratados. Já o Serviço de Pesquisa do Congresso aponta possibilidade de análise judicial em caso de retirada.

Especialistas ouvidos por autoridades destacam que o tema envolve equilíbrio entre poder executivo e Legislativo, com consequências para alianças e segurança coletiva.

A cobertura ressalta que a retirada unilateral dependeria de avaliação judicial e de como o Congresso reagiria a eventuais mudanças na política externa dos EUA.

A equipe da CNN acompanhou a repercussão política, citando a defesa de aliados diante de críticas de Trump sobre suposto abandono de países da OTAN.

Acompanham a reportagem Aileen Graef e Lauren Chadwick, da CNN, pela apuração sobre o tema.

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