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Argentina ré por injúria racial no Rio retorna ao país

Advogada argentina ré por injúria racial deixa o Brasil após ter passaporte devolvido e tornozeleira retirada, mas segue respondendo ao processo

Agostina Páez, de 29 anos, acusada de injúria racial contra funcionários em um bar de Ipanema. Foto: Frame/Polícia Civíl do Rio de Janeiro
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  • A advogada argentina Agostina Páez, ré por injúria racial após ofender funcionários de um bar em Ipanema, já retornou à Argentina.
  • Ela pousou em Buenos Aires na noite de quarta-feira (1) e disse estar arrependida de ter reagido.
  • A denúncia aponta que foram três crimes, por ter usado termos pejorativos contra um funcionário negro, chamado de “mono” (macaco) em espanhol e por imitar gestos de animal.
  • Na terça-feira (31), a Justiça do Rio autorizou a volta ao país, com a devolução do passaporte e a retirada da tornozeleira eletrônica, mantendo a continuidade do processo.
  • O crime ocorreu em 14 de janeiro, no bar da Rua Vinícius de Moraes, e foi registrado por câmeras; a 8ª Câmara Criminal do TJ determinou caução de R$ 97 mil para deixar o país, sob liminar do desembargador Luciano Silva Barreto.

A advogada argentina Agostina Páez, ré por injúria racial, já retornou ao seu país após autorização da Justiça do Rio de Janeiro. Ela foi liberada para deixar o Brasil com a devolução do passaporte e a retirada da tornozeleira eletrônica.

O episódio ocorreu em 14 de janeiro, em um bar da Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema, na zona sul do Rio. Páez discutiu com funcionários por uma cobrança suposta indevida e proferiu termos pejorativos contra um dos empregados.

Segundo a promotoria, a advogada repetiu ofensas a outros dois funcionários, o que configuraria três crimes de injúria racial. A sequência de ações ficou registrada em câmera de segurança.

Após a reintegração ao país de origem, Páez recebeu autorização para retornar com a devolução do passaporte e a retirada da tornozeleira, mantendo, porém, o andamento do processo. Ela chegou a ficar detida por algumas horas em fevereiro.

A Justiça determinou o pagamento de uma fiança de 97 mil reais, equivalente a 60 salários mínimos, para que ela pudesse deixar o Brasil. A decisão foi proferida pela 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, sob relatoria do desembargador Luciano Silva Barreto.

Desdobramentos legais

A liminar permitiu a saída da advogada, que continuará respondendo ao processo pela injúria racial. A atuação de Páez no caso foi alvo de imagens gravadas pela segurança do bar e analisadas pela vara responsável. O caso segue aberto até a conclusão das apurações.

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