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Arquivos de Epstein revelam amizade com Tommy Mottola

Documentos do Departamento de Justiça indicam relação mais estreita entre Tommy Mottola e Jeffrey Epstein, com contatos repetidos e trocas de informações

Illustration: Tommy Mottola and Jeffrey Epstein Friendship
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  • Revela-se, em quase mil documentos, que a relação entre Tommy Mottola e Jeffrey Epstein foi mais próxima do que se pensava, indo além de contatos casuais.
  • Mottola pediu para Epstein falar com um investigador particular e enviou contatos da empresa Nardello & Co., usada por Epstein em um momento anterior.
  • Registros mostram que Epstein ligava para os números de Mottola repetidamente entre 2004 e 2010 e que os dois mantinham troca de mensagens sobre negócios, festas e convites.
  • Advogados de Mottola afirmam que ele era apenas um conhecido e que não houve envolvimento em crimes de Epstein; a relação não é descrita como amizade frequente.
  • A documentação também aponta que Epstein usou o nome de Mottola para aproximar garotas jovens interessadas na indústria, enquanto Mottola, por sua vez, participou de conversas sobre música, imóveis e outros interesses.

Tommy Mottola teve relação próxima com Jeffrey Epstein, aponta a pesquisa de quase 1.000 documentos do DOJ divulgados pela imprensa. Os papéis indicam que o vínculo entre as figuras foi mais estreito do que se pensava.

Entre 2004 e 2019, contatos entre Mottola e Epstein aparecem com frequência, incluindo troca de telefonemas e mensagens. O ex-CEO da Sony Music direcionou Epstein a uma empresa de investigação particular, Nardello & Co., ainda que não haja evidência de crime por parte de Mottola.

Em 2019, pouco antes da prisão de Epstein, Mottola enviou contatos da empresa de investigação ao colega, em um movimento que pode ser interpretado como tentativa de ajudar, segundo as notas dos investigadores. Epstein foi preso por tráfico sexual e cometeu suicídio meses depois.

A relação envolve ainda encontros em Palm Beach, onde Epstein era alvo de investigações, e a documentação mostra que Mottola era procurado para conselhos sobre negócios, viagens e eventuais oportunidades em arte e entretenimento, sem indicação de participação em crimes.

Segundo os advogados de Mottola, ele nunca teve conhecimento das atividades ilícitas de Epstein. Eles afirmam que Mottola era apenas um conhecido sem envolvimento nos delitos, e que não houve visitas regulares ou participação em eventos criminosos.

Além do aspecto profissional, os documentos revelam que Epstein explorou a relação para facilitar o acesso de jovens mulheres à indústria do entretenimento, inclusive tentando apresentar Mottola a pessoas influentes. Em alguns casos, os textos descrevem a espera de oportunidades para as mulheres, sem que haja confirmação de encontros diretos entre Mottola e as supostas vítimas.

Em 2017 e 2018, surgem relatos sobre Epstein recorrendo a Mottola para influenciar projetos e redes de contatos, incluindo sugestões de investimento e parcerias. As autoridades não apontam que Mottola tenha participado de atividades relacionadas aos crimes atribuídos a Epstein.

As informações mostram ainda que Epstein considerou envolver Mottola em negociações com empresas de entretenimento e gerência, e que o músico-coautor teve contatos com figuras ligadas a Epstein, como modelos e executivos. Mottola nega ter sido participante ativo nos crimes do empresário.

A imprensa ressalta que a relação foi marcada por idas e vindas, com períodos de maior proximidade e fases de menor troca de mensagens. Em resumo, a documentação não comprova delitos por parte de Mottola, mas indica uma relação contínua que se estendeu por anos.

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