- A capa da The Economist mostra Xi Jinping sorrindo atrás de Donald Trump, com a manchete “Nunca interrompa seu inimigo quando ele está cometendo um erro”; a edição chega no sábado.
- A reportagem ouviu diplomatas, assessores, acadêmicos e outras autoridades; a maioria entende que a guerra no Irã é um grave erro dos Estados Unidos.
- Na visão da China, os EUA atacam o Irã porque temem o declínio de seu poder; Xi foca na segurança em detrimento do crescimento econômico.
- Se o Irã ficar caótico ou o regime permanecer, os EUA podem enfrentar anos de conflitos no Oriente Médio, o que contraria as previsões de Trump.
- A China criou uma reserva estratégica de 1,3 bilhão de barris de petróleo e diversificou geração de energia; depende de petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz, o que torna a guerra um cenário de impacto econômico e oportunidades de reconstrução para a China, se for curta, mas risco de danos às exportações se for prolongada.
A capa da edição da The Economist, publicada para o sábado, mostra Xi Jinping sorrindo atrás de Donald Trump, com a manchete: Nunca interrompa seu inimigo quando ele está cometendo um erro. A reportagem principal já foi divulgada online.
Dentre as fontes, há diplomatas, assessores, académicos e autoridades em exercício ou já desligadas do cargo na China. Quase todas as opiniões coletadas consideram a guerra no Irã um grave erro dos Estados Unidos.
Segundo a matéria, na visão chinesa a agressão é vista como sinal de que o poder dos EUA está em declínio e que a prioridade de Xi é a segurança nacional em detrimento do crescimento econômico.
A publicação aponta que, se a crise no Irã se agravar ou o regime permanecer, os EUA poderiam manter operações no Oriente Médio por anos, posição contraditória a promessas de Trump de um conflito curto.
A Economist lembra ainda as críticas de Trump aos conflitos no Oriente Médio durante a campanha, sugerindo que a atenção do país poderia sair da Ásia Oriental se a guerra se estender.
Outra análise destacada é o objetivo de Xi de evitar pontos de vulnerabilidade para a China, inclusive com uma reserva estratégica de 1,3 bilhão de barris de petróleo bruto para meses de consumo.
O governo chinês também é citado por diversificar a geração de energia para nuclear, solar e eólica, mantendo o uso de carvão doméstico como parte da matriz energética.
A China depende do petróleo que transita pelo Estreito de Ormuz, rota no Golfo Pérsico que ficou vulnerável após o fechamento promovido pelo Irã, segundo o relatório.
De acordo com a CNN Brasil, a China importa cerca de metade de seu petróleo do Oriente Médio, com aproximadamente 45% do óleo consumido ligado direta ou indiretamente a Ormuz.
A revista aponta que a guerra pode gerar oportunidades para a China, já que países impactados pela crise precisarão reconstruir infraestrutura danificada.
Entretanto, as fontes consultadas alertam que um conflito de maior duração pode elevar danos às exportações e à economia chinesa, tornando o cenário global menos estável para o país.
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