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Conflitos com o Irã aceleram uso de drones marítimos em guerras

Conflito no Oriente Médio acelera a corrida por drones marítimos; embarcações autônomas ganham espaço estratégico, com contratos da Marinha Real Britânica e dos EUA

As embarcações autônomas são vistas como essenciais para responder a ameaças
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  • Em meio ao conflito com o Irã, embarcações de ataque não tripuladas ganham espaço em operações marítimas no Oriente Médio.
  • A Kraken, fabricante britânica, firmou acordo para fornecer 20 barcos de ataque à Marinha Real Britânica, além de contratos com o Comando de Operações Especiais dos EUA e com a Marinha dos EUA.
  • Empresas de defesa, impulsionadas por capital de risco, ampliam a atuação de sistemas não tripulados, incluindo navios autônomos.
  • O Comando Central dos EUA tem testado embarcações não tripuladas há grande parte da atual década, e aliados da Otan, via Força-Tarefa X-Baltic, fortalecem o rastreamento de embarcações que possam interferir em cabos submarinos.
  • O Irã já utilizou ao menos duas dessas embarcações em ataques a navios comerciais, evidenciando a rápida evolução da guerra naval.

A tensão entre Estados Unidos, Israel e o Irã está fortalecendo o uso de drones marítimos em conflitos no Oriente Médio. Navios não tripulados ganham espaço como solução de combate e vigilância, com foco em operações próximas a rotas marítimas sensíveis.

Em um hangar de uma área industrial próximo a uma rodovia e a um porto, cascos de fibra de vidro cinza naval aguardam a instalação de motores e sistemas avançados. A montagem ocorre em locais discretos para manter sigilo operacional.

Embarcações de ataque autônomas, de origem ucraniana, têm sido usadas para limitar a presença russa no Mar Negro. Em cenários futuros, navios britânicos modernos podem entrar em ação caso o conflito se estenda para o Oriente Médio.

Kraken e parcerias estratégicas

A fábrica analisada pertence à defesa britânica Kraken, que assinou neste ano um acordo para fornecer 20 barcos de ataque de pequeno porte à Marinha Real Britânica. Outros acordos foram firmados com comandos dos EUA e com a Marinha dos EUA.

Empresas similares, financiadas por capital de risco, avançam globalmente na produção de embarcações autônomas e de outros sistemas não tripulados. Tais tecnologias são vistas como fundamentais para dissuadir invasões e ampliar operações de busca e resgate no mar.

As Forças Armadas dos EUA já utilizam embarcações não tripuladas em operações recentes perto do Golfo. O Comando Central dos EUA tem acompanhado e testado esse tipo de embarcação ao longo da década atual.

Nações europeias também aprimoram capacidades com a Otan, incluindo a Força-Tarefa X-Baltic, que acompanha a movimentação de barcos russos e de outros agentes que possam impactar cabos submarinos e infraestrutura marítima crítica.

Potencial de uso e limitações

As embarcações podem operar de forma autônoma ou com um timoneiro remoto, via satélite, e podem transportar câmeras, armas ou cargas úteis para ataques. O Irã já utilizou ao menos duas dessas unidades em ataques a navios comerciais, sinalizando mudança tecnológica no conflito.

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