- O Conselho de Segurança da ONU adiou para a próxima semana a votação sobre a resolução do Bahrein para proteger o transporte comercial no estreito de Ormuz.
- A China, com poder de veto, é contra a autorização do uso de força; a Rússia e outros países também resistem à medida.
- O rascunho final autoriza medidas de defesa para o transporte por pelo menos seis meses, até que o Conselho decida o contrário.
- A votação depende de apoio dos membros, sem vetos dos cinco permanentes (Reino Unido, China, França, Rússia e EUA).
- O Bahrein tem apoio de Estados árabes do Golfo e dos EUA; o Reino Unido abriu espaço para discussões sobre reabertura segura da passagem.
O Conselho de Segurança da ONU adiou a votação sobre a resolução do Bahrein para proteger o transporte comercial no estreito de Ormuz e áreas vizinhas, marcando a votação para a próxima semana. A decisão foi anunciada por diplomatas na sexta-feira (3).
A China sinalizou resistência ao uso da força, exercendo seu veto potencial na solução. Vários países também pressionam para manter o debate aberto, enquanto a Rússia e outros membros demonstram ceticismo em relação ao texto final.
A reunião dos 15 membros, inicialmente prevista para sexta e depois remarcada para sábado (4), foi adiada sem uma nova data divulgada até o momento. O Bahrein, presidente do Conselho, busca passar o texto com respaldo regional e de Washington.
O Bahrein elaborou o rascunho no dia 2, autorizando medidas defensivas para proteger o transporte no estreito. O ministro das Relações Exteriores, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, indicou ao Conselho a expectativa de votação na sexta-feira, com uma posição unificada desejada.
A versão final suavizou referências a aplicação obrigatória, diante das objeções de Rússia e China. O texto permite ações por pelo menos seis meses, até que o Conselho decida de outra forma. A China rejeita a autorização de uso de força, enfatizando riscos de escalada.
A+Opiniões divergem entre as potências. O embaixador chinês na ONU, Fu Cong, afirmou que a autorização legitimaria o uso ilegal da força e elevaria a escalada do conflito. A resolução exige no mínimo nove votos a favor e nenhum veto dos cinco permanentes.
Enquanto isso, o governo dos EUA mantém postura de continuidade dos ataques ao Irã. O presidente Donald Trump apontou que o estreito de Ormuz pode ser reaberto com mais tempo, sob pressão internacional por uma saída diplomática.
O Reino Unido organizou, na quinta-feira, uma reunião com mais de 40 países para discutir a passagem segura pelo estreito. O governo britânico também mostrou apoio à iniciativa do Bahrein, buscando uma resolução sobre o tema no Conselho.
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