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Ex-ministra argentina critica prisão de advogada por racismo no RJ

Bullrich critica liberação de advogada argentina acusada de racismo, após decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que suspendeu a monitoração eletrônica

Patricia Bullrich afirmou que houve "interferências oportunistas" no caso de Agostina Páez, autorizada pela Justiça a retornar ao país vizinho
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  • A advogada argentina Agostina Páez retornou à Argentina após o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro autorizar a retirada da tornozeleira eletrônica e a saída do Brasil.
  • A ex-ministra Patricia Bullrich criticou publicamente a condução do caso, mencionando interferências oportunistas e elogiando o retorno da ré para junto de sua família.
  • Páez foi indiciada em janeiro de 2026 por ter imitado gestos de macaco contra funcionários de um bar em Ipanema; para retornar pagou caução de R$ 97 mil (60 salários mínimos).
  • A decisão judicial revogou medidas cautelares, como o uso da tornozeleira eletrônica e a retenção do passaporte, argumentando que a fase de instrução já havia sido encerrada.
  • O processo permanece no Brasil e, segundo tratados de extradição entre Brasil e Argentina, a lei penal pode ser aplicada mesmo com a ré no exterior.

A advogada argentina Agostina Páez, de 29 anos, retornou à Argentina após o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro autorizar sua retirada da monitorização eletrônica e a saída do Brasil. A decisão ocorreu após a ré quitar caução de 97 mil reais, equivalente a 60 salários mínimos, para facilitar o retorno.

O TJRJ revogou medidas cautelares, entre elas o uso da tornozeleira eletrônica e a retenção do passaporte, justificando que a fase de instrução e a coleta de provas já haviam sido encerradas. Páez permanece com o processo em tramitação no Brasil.

No desembarque, Páez foi recebida pela ex-ministra Patricia Bullrich, figura de destaque na política argentina. Bullrich criticou a condução do processo, alegando interferências e o desgaste causado pelo caso, além de mencionar alegadas pressões externas.

Contexto do caso: Páez foi indiciada no início de 2026 por suposta prática de injúria racial, após ser filmada imitando gestos de macaco contra funcionários de um bar em Ipanema. A defesa reconheceu conduta inadequada, mas afirmou que o sistema de justiça não pode ser movido por manifestações de comoção pública.

A defesa de Páez sinalizou que a legislação brasileira sobre injúria racial é severa e que a cliente busca reparar o erro. O processo segue no Brasil, mantendo o uso de mecanismos de cooperação entre Brasil e Argentina para a aplicação da lei penal, mesmo com a ré no exterior.

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