- O professor Augusto Teixeira, da Universidade Federal da Paraíba, afirmou em entrevista à CNN 360º que o abate de um caça F-15 americano mostra que o Irã mantém capacidade de defesa antiaérea após mais de um mês de ataques.
- Segundo ele, o episódio contradiz a ideia de supremacia aérea dos Estados Unidos e de Israel sobre o Irã.
- O caso envolve o resgate de um tripulante e o desaparecimento do segundo piloto, conforme fontes citadas.
- Teixeira destacou ações de defesa iraniana, citando a destruição de um sistema remotamente tripulado da Arábia Saudita próximo ao Irã e de uma aeronave-chave para a coordenação da campanha dos EUA.
- Sobre invasão terrestre, o professor vê pouca viabilidade com cerca de 10 mil homens na região e aponta três cenários possíveis para os EUA: bloqueio da ilha de Kharg, tomada de ilhas no Estreito de Ormuz ou operação com forças especiais para remover urânio enriquecido, todos com alto risco.
O abate de um caça F-15 americano em território iraniano marcou um novo episódio do conflito na região, segundo análise de Augusto Teixeira, professor de Relações Internacionais da UFPB. Em entrevista ao CNN 360º, ele afirmou que o incidente mostra que o Irã mantém capacidade de defesa antiaérea apesar dos ataques recentes.
O professor destacou que, além do F-15 abatido, há relatos de destruição de um sistema remotamente pilotado da Arábia Saudita próximo ao Irã e de uma aeronave-chave para a coordenação da campanha dos EUA. Segundo ele, esses registros indicam ações de defesa antiaérea iraniana mesmo após mais de um mês de hostilidades.
A entrevista também aponta que o Irã, mesmo com uma força aérea considerada limitada, continua com capacidade ofensiva, citando ataques iranianos a Israel com mísseis balísticos de uso remoto. Teixeira enfatizou que o país poderia manter uma atuação ofensiva mesmo diante de fortes pressões internacionais e dos ataques recebidos.
Quanto ao cenário de uma possível invasão terrestre, o especialista diverge do otimismo de invasões anteriores. Ele disse que a mobilização dos EUA no momento é relativamente pequena para uma operação de grande escala, estimando cerca de 10 mil militares na região.
Três cenários foram sugeridos pelo professor para ações americanas: bloquear a ilha de Kharg, capturar ilhas próximas ao Estreito de Ormuz ou realizar uma operação com forças especiais para retirar urânio enriquecido. Em todos eles, Teixeira alerta para o alto risco de retaliações e dificuldades logísticas diante da geografia iraniana e da defesa em profundidade.
Entre na conversa da comunidade