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Irã adverte ONU contra qualquer ação provocadora em relação a Ormuz

Irã avisa a ONU para evitar ação provocadora em Ormuz; votação sobre uso da força é adiada e proposta autoriza forças navais para seis meses, com impacto nos preços de energia

Em comunicado, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, disse que "ação provocadora não fará mais do que complicar a situação"
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  • O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, advertiu o Conselho de Segurança das Nações Unidas contra qualquer ação provocadora em relação ao estreito de Ormuz, afirmou nesta sexta-feira, 3 de abril de 2026.
  • O Conselho adiou a votação de uma resolução apresentada pelo Bahrein que autorizaria o envio de uma força para garantir a segurança da navegação na região; não há nova data prevista.
  • A proposta permite que países atuem sozinhos ou em coalizões navais voluntárias para assegurar a passagem segura de embarcações.
  • O texto autoriza o uso de todos os meios defensivos necessários e proporcionais às circunstâncias, com o objetivo de impedir bloqueios ou interferências na navegação internacional por pelo menos seis meses.
  • O estreito de Ormuz é uma rota-chave, por onde passam cerca de vinte por cento do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados globalmente; o bloqueio iraniano, em retaliação a ataques recentes, tem pressionado preços de energia.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, advertiu o Conselho de Segurança da ONU contra qualquer ação provocadora em relação ao estreito de Ormuz. Ele afirmou que medidas desse tipo apenas agravariam a situação na região.

O Conselho votaria nesta sexta-feira uma resolução proposta pelo Bahrein para autorizar o envio de uma força de proteção à navegação no estreito, mas a sessão foi adiada sem nova data. A proposta permite atuação de países isoladamente ou em coalizões.

A medida, que pode durar até seis meses, autorizaria o uso de meios defensivos proporcionais para assegurar a passagem de embarcações na região. Ormuz é uma rota estratégica, pela qual transitam cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito globais.

O Irã justifica a posição como resposta a bombardeios recentes realizados por Estados Unidos e Israel, que têm exercido pressão econômica e logística sobre a região. A comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos e potenciais impactos globais.

Fonte: cobertura de autoridades e agências internacionais.

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