- Três petroleiros operados por Omã, um porta-contêineres de propriedade francesa e um transportador de gás de propriedade japonesa cruzaram o estreito de Ormuz desde quinta-feira, segundo dados de navegação, refletindo a política do Irã de permitir passagem a embarcações amigas.
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- O Irã havia fechado o estreito — rota que atende a cerca de vinte por cento dos fluxos globais de petróleo e gás natural liquefeito — após ataques aéreos de Estados Unidos e Israel no final de fevereiro, mas passou a permitir o trânsito de navios sem vínculos com EUA ou Israel.
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- O navio de contêineres CMA CGM, da França, transitou pelo estreito na quinta-feira e mudou o AIS para “Proprietário França” para sinalizar nacionalidade às autoridades iranianas.
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- Ao menos dois petroleiros de grande porte e um navio-tanque de gás natural liquefeito operados pela Oman Shipping Management também deixaram o Golfo na quinta; o Sohar LNG, copropriedade da Mitsui O.S.K. Lines, cruzou o estreito, primeiros vínculos do Japão desde o início do conflito.
- Até sexta-feira, cerca de quarenta e cinco navios com bandeira japonesa permaneciam encalhados na região, segundo o Ministério dos Transportes do Japão, com outros navios de várias origens também partindo do Golfo.
Três petroleiros operados por empresa de Omã, um navio porta-contêineres de propriedade francesa e um transportador de gás de propriedade japonesa cruzaram o estreito de Ormuz desde quinta-feira, segundo dados de navegação. O movimento reflete a política iraniana de permitir passagem de embarcações sem vínculos com Estados Unidos ou Israel.
O Irã abriu o estreito, rota que atende cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito globais, após ataques aéreos de EUA e Israel no fim de fevereiro. Com isso, o governo informou que o trânsito seria autorizado para navios neutros em relação aos dois países.
Mercados de petróleo e commodities aguardam sinais de retomada do tráfego. Na prática, várias embarcações já haviam conseguido escapar de bloqueios recentes, mas houve períodos de paralisação total.
Navios de origem francesa e japonesa
Um navio francês da CMA CGM transitou pelo estreito na quinta-feira. Seu AIS indicou destino como proprietário França antes de entrar em águas iranianas, sinalizando passagem autorizada pelas autoridades iranianas.
Dois petroleiros de grande porte e um navio-tanque de GNL, operados pela Oman Shipping Management, também deixaram o Golfo naquela data, segundo dados da MarineTraffic e da LSEG.
Repercussões e contexto regional
A Oman, que mediou negociações entre Irã e EUA, criticou ataques durante as negociações. O movimento de navios é acompanhado de perto por mercados pela possibilidade de normalização do trânsito.
A Mitsui O.S.K. Lines informou que o navio-tanque Sohar LNG, do qual é coproprietária, cruzou o estreito, tornando-se o primeiro navio ligado ao Japão a fazê-lo desde o início do conflito. A transportadora não forneceu detalhes sobre o momento exato da passagem.
Até sexta-feira, cerca de 45 navios com bandeira japonesa permaneciam encalhados na região, conforme o Ministério dos Transportes do Japão. Outros navios também migraram do Golfo para fora da região.
O Danisa, transportador de gás muito grande com bandeira panamenha, deixou o Golfo em direção à China, segundo dados de navegação. Um navio com bandeira da Índia também sinalizou destino ligado à tripulação indiana.
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