- O Exército americano apresentou ao presidente Donald Trump um plano para apreender quase 450 kg de urânio altamente enriquecido do Irã, com entrada de tropas e equipamentos pesados no território iraniano.
- A operação ainda não foi aprovada pela Casa Branca; o Pentágono já dobrou a frota de aviões de ataque no Oriente Médio como preparação.
- Economista Igor Lucena, doutor em relações internacionais, afirma que o plano é totalmente inviável, pois o urânio está extremamente bem protegido e armazenado no subsolo de montanhas.
- O especialista diz que colocar tropas em montanhas significaria combate frontal com a Guarda Revolucionária, arriscando transformar o Irã em Vietnã.
- Segundo ele, o plano parece mais indicar disposição de agir do que uma execução real, pois poderia provocar mortes de americanos e afetar a popularidade de Trump e de deputados republicanos.
O Exército americano apresentou ao presidente Donald Trump um plano para apreender quase 450 kg de urânio altamente enriquecido do Irã. A operação envolveria a entrada de tropas e equipamentos pesados em território iraniano. A Casa Branca ainda não aprovou a estratégia, enquanto o Pentágono dobrou a frota de aviões de ataque no Oriente Médio para preparação.
Conforme a avaliação de especialistas, o material está protegido e armazenado no subsolo de montanhas, o que dificulta sua localização e retirada. A proposta envolve combate direto com a Guarda Revolucionária, cenário descrito como extremamente arriscado e de difícil execução logística.
A ideia, segundo analistas, pode soar mais como sinal político do que como plano viável, com impactos potenciais sobre a imagem do governo americano. A possível mortalidade de militares para obter o urânio seria um fator relevante para decisões eleitorais de 2024, apontam especialistas.
Avaliação de especialista
O economista Igor Lucena, doutor em relações internacionais, afirma que a operação é inviável diante da proteção do material. Ele sustenta que uma incursão em montanhas criaria um conflito de grande escala e custo humano elevado.
Lucena ressalta ainda que o risco político envolve a popularidade do presidente e a trajetória de deputados republicanos. O cenário atual, segundo ele, torna improvável a viabilidade de implementação prática do plano.
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