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EUA enfrentam queda no profissionalismo de seus líderes militares

Declínio do profissionalismo militar dos EUA é apontado após demissão do chefe do Exército e escolha de oficial da reserva, agravando a imagem internacional

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  • O professor Sandro Teixeira Moita afirma que os Estados Unidos vivem um momento de perda de profissionalismo militar devido a decisões de lideranças durante o conflito com o Irã.
  • Ele cita a demissão do chefe do Estado-Mior do Exército pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, como exemplo claro desse quadro, além da queda de outros generais do Exército a pedido do mesmo secretário.
  • O novo chefe do Estado-Mior conjunto veio de uma carreira da Força Aérea na reserva, sem quatro estrelas, e só chegou a essa posição após envolver-se o ex-presidente Donald Trump, segundo o professor.
  • Moita aponta que a demissão do Army chief Henry George teria relação com divergências sobre promoções de oficiais, incluindo quatro oficiais mulheres e negros na lista inicial para brigadeiro-general, que Hegseth não promove.
  • O docente alerta para impacto negativo na imagem internacional dos Estados Unidos, mencionando que embaixadas do Irã divulgam imagens dos generais demitidos com um X, prejudicando a batalha informacional no conflito.

O professor Sandro Teixeira Moita, da Escola de Comando e Estado-MMaior do Exército, afirma ao WW que o militarismo americano passa por um momento de perda de profissionalismo. Segundo ele, decisões de lideranças em meio ao conflito com o Irã impactam a imagem dos EUA.

Moita aponta que a demissão do chefe do Estado-Maior do Exército, pelo secretário de Defesa, ocorreu durante a guerra, o que ele classifica como sinal preocupante. Ele também cita pedidos de demissão a outros generais do Exército como indicativo de instabilidade.

Além disso, o professor comenta sobre a escolha do novo chefe do Estado-Maior Conjunto. O escolhido não veio de oficiais em atuação, mas de um general da Força Aérea na reserva, sem quatro estrelas, o que, segundo ele, evidencia uma mudança incompleta no comando.

Disputa interna e promoção de oficiais

De acordo com Moita, parte do atrito decorre de divergências entre o secretário de Defesa e o secretário do Exército sobre promoções. Ele cita uma lista de quatro brigadeiros-generais potencialmente qualificados, entre eles dois coronéis negros e duas coronéis mulheres, cuja promoção tem sido adiada.

O professor também descreve tensões políticas em Washington, com a possibilidade de mudanças no alto escalão dependentes do desempenho na guerra e da configuração de forças no Congresso e no Executivo. Tais fatores podem influenciar decisões estratégicas.

Impacto na imagem internacional

Moita alerta que a instabilidade interna afeta a percepção global sobre os EUA. Embaixadas iranianas e outras instituições divulgam mensagens ligadas às demissões, o que, segundo ele, cria um ruído negativo na batalha informacional durante o conflito.

A análise aponta que a combinação de demissões, mudanças de comando e disputas por promoções pode fragilizar a presença dos EUA no cenário internacional, independentemente do andamento do conflito com o Irã.

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