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Historiadora afirma que Trump atua sem estratégias coerentes

Historiadora Anne Applebaum afirma que Trump governa por impulsos e interesses pessoais, sem estratégia ou conjunto de ideias coerentes

Anne Applebaum, jornalista, historiadora e escritora norte-americana. Vencedora do prêmio Pulitzer, por Gulag: Uma História
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  • Anne Applebaum afirma que Trump age sem estratégia consistente, buscando parecer vencedor e governando por interesses pessoais, financeiros e familiares.
  • Segundo a historiadora, ele muda a fala sobre o Irã e sobre a economia conforme a narrativa que julga mais vantajosa, agindo por impulsos.
  • Ela aponta que Trump já apresentou declarações conflitantes desde o início do conflito, o que dificulta a leitura de suas intenções pelos aliados.
  • A Europa, diante de suas posições, costuma adotar neutralidade, com alguns países, como a Espanha, restringindo ações militares ou o uso de bases.
  • Applebaum diz que Trump está distante do conservadorismo, com foco em radicalismo e interesses próprios, e observa elevado número de ordens executivas emitidas no segundo mandato.

Donald Trump é alvo de críticas por não ter uma estratégia coerente, segundo a jornalista e historiadora Anne Applebaum, em entrevista ao WW Especial. A analista afirma que o presidente prioriza vencer e ficar no comando em qualquer momento.

Applebaum afirma que Trump busca parecer estar à frente em cada cenário. Segundo ela, ele muda de fala sobre Iran ou economia conforme a narrativa que favorecerá a imagem de vencedor.

Desde o início do conflito, Trump declarou que o objetivo dos EUA era promover mudança de regime no Irã, após negou a ideia e disse negociar com lideranças. A retratação não foi definitiva, aponta a pesquisadora.

A historiadora ressalta que o modo de governar de Trump é marcado por impulso, sem responsabilidade pelos posicionamentos. Ela cita mudanças de ideia como prática recorrente e afirma que ele mente sobre o que disse antes.

O cenário internacional fica turvo para aliados tradicionais dos EUA diante da incerteza das decisões do presidente. Países optam por neutralidade ou cautela em respostas ao conflito no Oriente Médio.

A Europa, por sua vez, decidiu manter distância da guerra, mobilizando tropas apenas para defender bases. Espanha não autorizou uso de bases aéreas para ações contra Teerã, por exemplo.

Interesses pessoais e estilo de liderança

Applebaum descreve Trump como distante do conservadorismo tradicional, movido por radicalismo e mudança abrupta. Segundo ela, interesses reais parecem ser pessoais e familiares, com visão de si mesmo no comando.

Ela aponta ainda que o número de Ordens Executivas assinadas é elevado. No segundo mandato, Trump teria expedido centenas, definindo diretrizes administrativas sem passar pelo Congresso.

A jornalista afirma que não pretende criticar, mas entender o funcionamento da gestão. Trump é apresentado como uma liderança sem precedente claro entre presidentes dos EUA.

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